terça-feira, 4 de maio de 2021

Boletim Panorama Quilombola #1 | Mídia




O Boletim Panorama Quilombola é um projeto do Programa Quilombos: memórias, configurações regionais e os desafios da desdemocratização, desenvolvido pelo Núcleo Afro-Cebrap em parceria com o LaPPA - Laboratório de Pesquisa e Extensão com Povos Tradicionais e Afro-Americanos, da Unicamp. 

Seu objetivo é dar visibilidade à temática quilombola, abordando-a de forma qualificada, por meio de uma linguagem acessível, a partir do diálogo entre a militância e a academia. Nosso foco está no monitoramento da abordagem do tema na mídia, na produção de breves dossiês temáticos e de entrevistas com personagens quilombolas de destaque. 





O BPQ | Mídia apresenta balanços semestrais das notícias e informes veiculados na imprensa nacional, regional e local, assim como nas mídias sociais, com o objetivo de oferecer um acompanhamento crítico da abordagem do tema na esfera pública, ela mesma produtora de realidade. 


Neste primeiro volume, apresentamos uma revisão da abordagem das comunidades quilombolas pela mídia nacional ao longo de todo o ano de 2020.

Conheça o BPQ#1 | Mídia: https://bityli.com/A095S

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Antropologia e pandemia: escalas e conceitos

Artigo em parceria com Taniele Rui, Isadora Lins França, Bernardo Fonseca Machado, Gustavo Rossi

Horizontes Antropológicos

versão impressa ISSN 0104-7183versão On-line ISSN 1806-9983

Resumo

RUI, Taniele et al. Antropologia e pandemia: escalas e conceitos. Horiz. antropol. [online]. 2021, vol.27, n.59, pp.27-47.  Epub 03-Maio-2021. ISSN 1806-9983.  http://dx.doi.org/10.1590/s0104-71832021000100002.


Diante da profusão de respostas intelectuais à pandemia do Sars-Cov-2, este artigo propõe sistematizar algumas das publicações realizadas pelas ciências humanas nos meses de março a junho de 2020. Inicialmente pensado como conteúdo para estudantes dos cursos de graduação, foram lidos textos presentes no volume Sopa de Wuhan, no site n-1 edições, no “Observatório do CEMI - COVID-19” (CEMI/Unicamp), no Boletim Cientistas Sociais e o Coronavírus (Anpocs), e no site antropoLÓGICAS EPIDÊMICAS (UFRGS). A leitura dessa produção, marcada por textos relativamente curtos, em formatos variados, de rápida escrita e circulação, com caráter ora ensaístico, ora analítico, sugere dois principais eixos temáticos referentes 1) à problemática da escala; 2) à problemática do biopoder e dos governos. Ao fazer um recorte instantâneo das reações mais imediatas à crise, observamos perspectivas e conceitos-chave lançados pelas ciências humanas para compreensão do mundo contemporâneo.

Palavras-chave : pandemia; Covid-19; ciências sociais; antropologia.

        · resumo em Inglês     · texto em Português     · Português ( pdf )


sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

O impacto da covid-19 sobre as comunidades quilombolas

 




Informativo Desigualdades raciais e Covid-19 #6

Afro-CEBRAP, Janeiro 2021

José Maurício Arruti | pesquisador Afro, professor Unicamp, bolsista CNPq
Cassius Cruz | pesquisador Afro
Alexander Pereira | pesquisador Afro, bolsista PIBIC Unicamp
Juliana Sartori | pesquisadora LaPPA-Unicamp
Caio Jardim Sousa | pesquisador Afro
Hugo Nicolau Barbosa de Gusmão | pesquisador Afro
Thayla Bicalho Bertolozzi | pesquisadora Afro

 Em parceria com a Plataforma Observatório da Covid-19 nos Quilombos (CONAQ; ISA)


Resumo executivo


• Distribuição territorial: há 6.023 localidades quilombolas no país, distribuídas por 1.674 municípios – o equivalente a 30% dos municípios do país (Tabela 1, p. 6). Em geral, agrupamentos quilombolas encontram-se sobretudo nos seguintes estados: Bahia, Minas Gerais e Maranhão – juntos, estes reúnem quase metade das localidades quilombolas de todo o Brasil (Mapa 1, p. 7; Gráfico 1, p. 8).

• Pandemia e óbitos: Os estados com mais óbitos quilombolas registrados são Pará, Rio de Janeiro e Amapá (Gráfico 5, p. 20), sendo Norte, Sudeste e Nordeste (Gráfico 6, p. 21) as regiões com maior contingente. Além disso, 65% das mortes correspondem a quilombolas de mais de 60 anos de idade (Gráfico 8, p. 22).

• Políticas insuficientes: a "inação" do Governo Federal (pp. 18-20) se comprova, inclusive, por meio do apagamento da Fundação Cultural Palmares como órgão competente e relevante na proteção e atuação das causas quilombolas. Apesar de uma cartilha publicada pela instituição e da distribuição de algumas cestas básicas, esta seguiu cancelando comemorações relacionadas ao Dia da Consciência Negra, virtuais e presenciais, e suprimindo artistas de sua lista de personalidades notáveis negras. Enquanto isso, os índices de contaminação e óbitos permaneceram crescentes, sem efetivas políticas públicas adequadas às comunidades que seguem, inclusive, com desigualdades de renda (p. 13).

• O retrato midiático: na mídia nacional, notícias sobre contaminações por covid-19, mortes - inclusive afetando tradições orais -, problemas no acesso à saúde e à testagem, insegurança alimentar, desigualdade de renda, orientações e/ou medidas jurídicas e desigualdades habitacionais (como acesso precário ou ausente à eletricidade, saneamento, água potável etc) também foram as mais recorrentes, de acordo com dados de um clipping próprio (p. 45).



Como citar: 
ARRUTI, José Maurício et al. O impacto da Covid-19 sobre as comunidades quilombolas. Informativos Desigualdades Raciais e Covid-19, AFRO-CEBRAP, n. 6, 2021. Disponível em: http://bit.ly/afro_info_6



 





segunda-feira, 30 de novembro de 2020

XXVIII Congresso PIBIC-Unicamp: Ocupação territorial indígena histórica e pré-histórica dos Submédio e Baixo São Francisco

  

XXVIII Congresso {virtual} de
Iniciação Científica da Unicamp (2020)




Ocupação territorial indígena histórica e pré-histórica dos Submédio e Baixo São Francisco: intersecções entre antropologia e arqueologia

Autor: Kaetê Spessotto Okano - Universidade Estadual de Campinas
Orientador: JOSE MAURICIO PAIVA ANDION ARRUTI - Universidade Estadual de Campinas

Em resumo, este trabalho tem como foco pesquisas arqueológicas no Nordeste que envolvam povos indígenas, sejam como (a) objetos de interesse direto ou indireto, (b) colaboradores, (c) ambos, (d) conflitantes com o contexto da pesquisa; explorando o conhecimento sobre as ocupações humanas pré-coloniais e sua relação com os territórios atualmente ocupados ou reivindicados pelos povos indígenas da região. Nosso interesse é de produzir uma síntese das informações arqueológicas, assim como uma exploração das características deste campo de investigação, destinados ao debate histórico, etnológico e político sobre a presença indígena histórica e pré-histórica na região. Por isso, o recorte geográfico escolhido se relaciona, de um lado, com os projetos de salvamento arqueológico das barragens instaladas no Rio São Francisco e, de outro lado, com as reivindicações territoriais dos atuais povos indígenas da região. Espera-se contribuir para o diálogo interdisciplinar com a elaboração de um material de referência para posteriores pesquisas nessas áreas.

Palavras-chave: Arqueologia, Etnologia, Vale do São Francisco
Instituição de fomento: PIBIC/CNPq
Unidade: IFCH
Área de estudo: Humanas







XXVIII Congresso PIBIC-Unicamp: Panorama Quilombola: a pandemia de Covid-19 e os quilombos brasileiros

 

XXVIII Congresso {virtual} de
Iniciação Científica da Unicamp (2020)




Panorama Quilombola: a pandemia de Covid-19 e os quilombos brasileiros

Autor: Alexander Lucas Pereira - Universidade Estadual de Campinas
Orientador: JOSE MAURICIO PAIVA ANDION ARRUTI - Universidade Estadual de Campinas

A princípio, o “Panorama Quilombola” é um projeto que se busca monitorar e registrar fatos nos territórios quilombolas no Brasil nos últimos anos. Porém, com a pandemia de Covid-19, desdobrou-se este projeto focado no monitoramento e observação das questões quilombolas nesta pandemia que atinge o país em 2020. Metodologicamente, o trabalho se concentrou no levantamento e recolhimento de materiais, que tangenciassem acontecimentos sobre e em territórios quilombolas. Tais materiais eram, sobretudo, coletados no grupo de whatsapp intitulado Observatório Quilombola, composto por estudiosos e lideranças quilombolas de todas as regiões do país. Feita a filtragem dos materiais relevantes, estes eram organizados e classificados em um banco de dados, conforme diferentes classificadores. Cabendo ressaltar a construção em coletivo, com distribuição de atribuições com os pesquisadores Arruti e Cinthia, e encontros para discutir a produção do banco de dados e o que poderia ser extraído e produzido a partir dele. Foi muito interessante os encontros, na medida em que observávamos questões como a subnotificação, a ação da sociedade civil, a ausência do Estado, entre os pontos que podem ser extraídos do banco de dados.

Palavras-chave: Covid-19, Quilombo, Vulnerabilidade
Instituição de fomento: Outros
Unidade: IFCH
Área de estudo: Humanas






segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Educação escolar indígena e justiça socio-espacial no Brasil


Educação escolar indígena e justiça socio-espacial no Brasil: primeiros resultados de pesquisa / Flávia Vitor Longo; Antônio Augusto Rossotto Ioris; Roberto Luiz do Carmo; José Maurício Andion Arruti. – Campinas, SP: Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó” / Unicamp, 2020. Disponível em: https://www.nepo.unicamp.br/publicacoes/textos_nepo/textos_nepo_90.pdf





RESUMO

A educação escolar indígena é, para além da instrução formal, um dos instrumentos na luta dos povos indígenas pela recuperação de suas terras ancestrais. A partir dessa premissa, a Universidade de Cardiff, em parceria com a Unicamp e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), elaborou um projeto com o objetivo de conhecer aspectos da educação básica indígena e sua relevância política na afirmação das identidades étnicas, especialmente na recuperação de terras indígenas. O projeto foi dividido em duas partes. A primeira, realizada na Unicamp, consiste em utilizar dados de fontes secundárias para retratar as condições da educação escolar indígena no Mato Grosso do Sul e em São Paulo. A segunda investiga, por meio de entrevistas semiestruturadas conduzidas por pesquisadores da UFGD, as circunstâncias de elevada violência e discriminação sofrida pelos Guarani-Kaiowá em sua luta pelo direito à terra. Este texto registra os principais achados referentes à primeira etapa da pesquisa.

Palavras chave: Educação escolar indígena. Indicadores. Censo Escolar



ABSTRACT

Indigenous school education is, in addition to formal instruction, one of the instruments in the struggle of indigenous peoples for the recovery of their ancestral lands. Based on this premise, the University of Cardiff in partnership with Unicamp and the Federal University of Grande Dourados (UFGD) developed a project with the objective of learning about aspects of indigenous basic education and its political relevance in the affirmation of ethnic identities, especially in the recovery of indigenous lands. The project was divided into two parts. The first, carried out at Unicamp, consists of using data from secondary sources to portray the conditions of indigenous school education in Mato Grosso do Sul and São Paulo. The second investigates, through semi-structured interviews conducted by researchers from UFGD, the circumstances of high violence and discrimination suffered by the Guarani-Kaiowá in their struggle for the right to land. This text records the main findings regarding the first stage of the research.

Keyword: Indigenous school education. Indicators. School Census.





O DESENVOLVIMENTO REGIONAL NO VALE DO RIBEIRA – SP. III Congresso de Projetos de Apoio à Permanência de Estudantes da Graduação - UNICAMP


III Congresso de Projetos de Apoio à Permanência de Estudantes da Graduação
SAE - Serviço de Apoio ao Estudante - UNICAMP


Projeto de Pesquisa
O DESENVOLVIMENTO REGIONAL NO VALE DO RIBEIRA – SP

Estudante: Jennifer Ribeiro da Silva
Orientador: José Maurício Arruti (IFCH-UNICAMP)



RESUMO
A região do Vale do Ribeira possui indicadores econômicos e sociais abaixo da média do estado de São Paulo, mas também é marcada por uma grande diversidade ecológica e cultural, concentrando o maior número de Unidades de Conservação e de comunidades remanescentes de quilombos do estado, além de comunidades caiçaras e indígenas. Desde a década de 1950, a região tem sido objeto de planos de desenvolvimento regional que, mais recentemente, também buscam contemplar os temas do meio ambiente e das comunidades tradicionais. Tais planos não foram, entretanto, capazes de tirar a região da situação de vulnerabilidade em que se encontrava e de promover medidas de bem-estar social para a população no geral. O estudo e mapeamento desses planos é fundamental para entender a atuação do estado frente à esta região e às comunidades tradicionais, além de inferir sobre o tipo de desenvolvimento que se pretende para aquele espaço. Sendo assim, o objetivo deste projeto é realizar a seleção, tabulação e análise de referências bibliográficas sobre o chamado “desenvolvimento regional” do Vale do Ribeira, com foco nas suas implicações sobre as comunidades tradicionais. Para isso, de agosto até o momento, a principal tarefa do projeto tem sido o levantamento de material para copilar informações acerca das políticas de desenvolvimento para a região realizadas no âmbito federal, estadual e municipal. Além disso, estão sendo levantados os projetos realizados pelos movimentos sociais e pelo setor privado ao longo do tempo. Esse mapeamento está sendo feito por meio de uma tabela, de modo a organizar e perceber a sobreposição (conflito, redundância ou sinergia) de tais planos e iniciativas dos três setores no tempo. A ideia é que a tabela e o levantamento das referências bibliográficas funcionem como um guia para que a comunidade em geral e do Vale do Ribeira possam acessar e conhecer melhor os planos de desenvolvimento que já foram e estão sendo realizados na região.

Palavras-chaves: Vale do Ribeira; desenvolvimento regional; comunidades tradicionais.
Modalidade Universitária: Pesquisa
Eixo Temático: Humanas
Tipo de Bolsa: Bolsa Auxílio-Social (BAS)