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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Cotas para negros, encontros de saberes para indígenas: gramática da inclusão étnico-racial no ensino superior

 


Resumo

O texto analisa a gramática mobilizada na arena pública que se formou a partir das discussões sobre políticas de inclusão étnico-racial no Brasil, mostrando convergências e diferenças no vocabulário e nas estratégias de ação de defensores de ações afirmativas destinadas a pessoas negras e indígenas. Examina em detalhe o debate que culminou na criação de um vestibular indígena na Unicamp em 2018, como parte de um programa mais amplo de ações afirmativas.

Palavras-chave: indígenas; ensino superior; ações afirmativas; cotas

http://dx.doi.org/10.25091/S01013300202400020005

https://novosestudos.com.br/produto/edicao-129/#670065647ff13

quarta-feira, 13 de março de 2024

Por uma Defensoria Afro-indígena

Primeiro Encontro da Frente Afro-Indígena das Defensoras e Defensores Públicos do Brasil aconteceu entre os dias 22 e 23 de fevereiro, em Brasília. O evento serviu como um panorama do protagonismo feminino na instituição e da crescente diversidade étnico-racial na composição dos seus quadros.













https://pp.nexojornal.com.br/opiniao/2024/03/13/por-uma-defensoria-publica-afro-indigena

domingo, 30 de abril de 2023

Seminários Cebrap "Reconstruindo o Estado e as políticas públicas no Brasil"

O último encontro da série "Reconstruindo o Estado e as políticas públicas no Brasil" debateu o tema das desigualdades raciais e ações afirmativas. O Seminário realizado no dia 28/4/2023, às 10h, teve transmissão ao vivo nas redes sociais do Cebrap.

Participam os pesquisadores do Afro-Cebrap Flávia Rios (UFF), José Maurício Arruti (Unicamp) e Matheus Gato de Jesus (Unicamp), além do pesquisador Luiz Augusto Campos (IESP/UERJ). Com moderação de Lara Prata Miranda (Afro-Cebrap/USP).




sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Quilombos e acesso à justiça: atuação da Defensoria Pública - região Nordeste II (AL, BA, PE e SE)

 Em clima de esperança e encerrando o ciclo de seminários do projeto “Quilombos e acesso à justiça: atuação da Defensoria Pública”, no dia 11/11 (sexta-feira) às 14h30 (horário de Brasília), escutaremos as lideranças quilombolas da região Nordeste II (AL, BA, PE e SE), em diálogo com ouvidorias externas, defensoras/es públicas/os, servidores/as e assessorias jurídicas populares.

O encontro será pela plataforma Zoom. Inscreva-se: https://www.even3.com.br/quilombolasedefensoria_nordesteii/

Certificados de participação de 4h complementares serão emitidos para inscritas/os.

A iniciativa é parte da pesquisa realizada pelo Laboratório de Pesquisa e Extensão com Povos Tradicionais, Ameríndios e Afroamericanos do IFCH/UNICAMP, Quilombos e acesso à justiça: atuação da Defensoria Pública, em parceria com o FJ, a Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (ANADEP), a Defensoria Pública da União (DPU), o Núcleo Afro do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Afro-Cebrap), a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) e o Conselho Nacional de Ouvidorias Externas de Defensorias Públicas do Brasil.

Saiba mais sobre o projeto: https://bit.ly/3KOY8o7




terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Boletim Panorama Quilombola #5 - Pesquisa | Acesso à Justiça



Acesse em:



Techo do Editorial:


"[...]

O primeiro texto, assinado por Thaisa Held, professora da Faculdade de Direito e Relações Internacionais (Fadir) da UFGD, e por Girolamo Treccani, professor da Faculdade de Direito (ICJ) da UFPA, nos apresenta as primeiras considerações decorrentes da colaboração entre seus respectivos grupos e projetos de pesquisa sobre situações de judicialização da regularização fundiária quilombola diante dos entraves administrativos do Incra. Para isso, o texto apresenta o conceito de justiça socioambiental e oferece alguns exemplos da sua aplicação em contextos de controvérsia jurídica sobre direitos territoriais de comunidades quilombolas.

O segundo texto, de Alexander Pereira, aluno de Ciências Sociais e bolsista PIBIC pelo LaPPA-UNICAMP, e de Lara Miranda, mestranda em sociologia e pesquisadora do NEGRA-UFF, também resulta da convergência entre diferentes pesquisas, mas neste caso, ambas desenvolvidas no Núcleo Afro-Cebrap. O texto aborda o tema da violência que atinge as comunidades quilombolas, lançando mão dos relatórios da CPT e da CONAQ, assim como da busca sistemática do tema na imprensa e nas mídias, de forma que lhes permite caracterizar o aumento dos conflitos fundiários envolvendo comunidades quilombolas, assim como destacar alguns desses casos.

O texto de Alessandra Jorge, doutoranda em sociologia, pesquisadora dos DATAUFF e do NEES-UFF, e de Alessandro Leme, professor de Sociologia da UFF, traz um importante levantamento das ações judiciais envolvendo comunidades quilombolas que correm nos tribunais superiores. O texto, que faz parte da pesquisa de doutorado da Alessandra, traz uma primeira caracterização dos 142 decisões do TRF’s, das 10 decisões do STJ e das 6 decisões do STF relativas a conflitos territoriais quilombolas, entre as quais os autores identificam os 4 principais temas: questionamento de constitucionalidade do direito quilombola, ações possessórias, ações de nulidade de processos administrativos da União, e, por outro lado, ações questionando a inércia da União.

O texto de Matheus Leite, Professor Faculdade de Direito da PUC Minas e advogado da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais – N’Golo, é enfático aos nos propor a reflexão sobre o que ele chama de “sistema de justiça arcaico”. Segundo Matheus, os sujeitos historicamente destituídos de direitos foram incorporados pelos “novos direitos” estabelecidos pela Constituição de 1988, mas a realização e eficácia desses novos direitos encontra grande obstáculo em um sistema de justiça que reage à novidade e reafirma constantemente seu arcaísmo. Para demonstrar sua proposição, o texto descreve o processo de resistência das comunidades quilombolas do Serro ao avanço dos projetos minerários sobre suas terras e águas, assim como transcreve trechos de peças judiciais produzidas neste processo que, de fato são exemplares da ideia de arcaísmo.

O último texto, de Isabela da Cruz, bacharel em direito pela UFRP (PRONERA) e mestranda em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais (MESPT) da UnB, apresenta o percurso da sua comunidade, Paiol de Telha (PR), pelos tribunais, desde que no início dos anos de 2000, quando teve início um processo judicial que pretende lhe retirar as terras que lhe foram doadas há cerca de 150 anos e que ocupa desde então. Neste texto, que resulta da sua dissertação de mestrado, Isabela reflete sobre o caráter pedagógico do processo de judicialização, reflete sobre a forma absolutamente desigual do tratamento recebido pela comunidade e pela cooperativa agrária que pleiteia sua terras por parte do sistema de justiça, assim como sobre os sentidos de justiça que orientam seu povo.

[...]

Finalmente, neste número temos a felicidade de contar um excepcional ensaio fotográfico sobre a comunidade do Mocambo, também da autoria de um advogado. As fotos do delegado da Polícia Civil de Sergipe, Wanderson Bastos Andrade, surpreendem por sua plasticidade e sensibilidade, jogando uma nova luz sobre esse boletim, mas também sobre nossas expectativas quanto aos agente do sistema de justiça."




 


quarta-feira, 30 de junho de 2021

BPQ #3 | Entrevista Sandra Andrade, Vercilene Dias e Maíra Moreira sobre Quilombos e Acesso à Justiça



O tema deste bimestre (maio-junho) é Acesso à Justiça e neste número (BPQ#4) traz uma parte da roda de conversa realizada com Sandra Andrade, militante histórica pelos direitos quilombolas, Vercilene Dias e Maíra Moreira, duas jovens advogadas responsáveis pelo serviço de assessoria jurídica da Conaq.



Em 2018 a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, Conaq, publicou o relatório Racismo e Violência contra Quilombos no Brasil, com dados relativos aos anos de 2008 a 2017. O relatório resulta da parceria entre a Conaq e a organização Terra de Direitos na manutenção de um serviço de assessoria jurídica dedicada às comunidades quilombolas de todo o país. Os dados do relatório trazem dados preocupantes sobre a situação das comunidades quilombolas no contexto das mudanças políticas e institucionais abertas com o impeachment de 2016. Além dos números, o relatório traz uma importante contribuição na análise dos tipos de violência que incidem sobre essas comunidades e as formas institucionais de sua invisibilização. Neste BPQ#4 trazemos uma parte da roda de conversa realizada com as responsáveis pelo serviço de Assessoria Jurídica da Conaq. Foram mais de 5 horas de conversa sobre a complexidade dos casos abordados pela assessoria jurídica e sobre sua dinâmica de trabalho; sobre a constituição do coletivo jurídico Joãozinho do Mangal e sobre o surgimento de uma rede de advogados quilombolas; sobre a atuação das universidades, das defensorias públicas, do ministério público e das assessoria jurídica popular no acesso à justiça das comunidades; e sobre alguns casos de conflitos que nossas entrevistadas, Sandra Andrade, Vercilene Dias e Maíra Moreira, consideram emblemáticos na construção e consolidação dos marcos de um direito quilombola.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Denied recognition: threats against the rights of quilombola communities (in: A Horizon of Im-possibilities, 2021)



A Horizon of (Im)possibilities

Edited by Katerina Hatzikidi and Eduardo Dullo
15 September 2021
229 × 152 mm
195 pp
Formats:
Paperback: 978-1-908857-89-7
PDF: 978-1-908857-92-7

The 2018 presidential election result in Brazil surprised and shocked many. Since then, numerous debates and a growing body of texts have attempted to understand the country’s, so-called ‘conservative turn’.

A gripping in-depth account of politics and society in Brazil today, this new volume brings to together a myriad of different perspectives to help us better understand the political events that shook the country in recent years. Combining ethnographic insights with political science, history, sociology, and anthropology, the interdisciplinary analyses included offer a panoramic view on social and political change in Brazil, spanning temporal and spatial dimensions. Starting with the 2018 presidential election, the contributors discuss the country’s recent –or more distant– past in relation to the present. Pointing to the continuities and disruptions in the course of those years, the analyses offered are an invaluable guide to unpacking and understanding the limits of political democracy, including what has already come to pass, but also what is yet to come.

Foreword
Carly Machado

Introduction: Brazil’s conservative return
Katerina Hatzikidi and Eduardo Dullo

Looking back: How did we get here?

1. The past of the present
Lilia Moritz Schwarcz

2. Denied recognition: threats against the rights of quilombola communities
José M. Arruti and Thaisa Held

3. From Orkut to Brasília: the origins of the New Brazilian Right
Camila Rocha

4. Ritual, text and politics: the evangelical mindset and political polarization
David Lehmann

The horizon ahead: Where are we going?

5. After affirmative action: redrawing colour lines in Brazil
Graziella Moraes Silva

6. From protests to silence: social movements in contemporary Brazil
Andreza A. de Souza Santos

7. Development opportunity or national crisis? The implications of Brazil’s political shift for elite philanthropy and civil society organising
Jessica Sklair

8. Politics and collective mobilisation in post-PT Brazil
Jeff Garmany

Conclusion: Shifting horizons
Katerina Hatzikidi and Eduardo Dullo

Afterword – ‘No matter who won’
Taily Terena, João Tikuna, Gabriel Soares

terça-feira, 4 de maio de 2021

Boletim Panorama Quilombola #1 | Mídia

O Boletim Panorama Quilombola é um projeto do Programa Quilombos: memórias, configurações regionais e os desafios da desdemocratização, desenvolvido pelo Núcleo Afro-Cebrap em parceria com o LaPPA - Laboratório de Pesquisa e Extensão com Povos Ameríndio, Afroamericanos e Tradicionais (CERES-IFCH), da Unicamp. Seu objetivo é dar visibilidade à temática quilombola, abordando-a de forma qualificada, por meio de uma linguagem acessível, a partir do diálogo entre a militância e a academia. Nosso foco está no monitoramento da abordagem do tema na mídia, na produção de breves dossiês temáticos e de entrevistas com personagens quilombolas de destaque.

O BPQ | Mídia apresenta balanços semestrais das notícias e informes veiculados na imprensa nacional, regional e local, assim como nas mídias sociais, com o objetivo de oferecer um acompanhamento crítico da abordagem do tema na esfera pública, ela mesma produtora de realidade. Neste primeiro volume, apresentamos uma revisão da abordagem das comunidades quilombolas pela mídia nacional ao longo de todo o ano de 2020: https://bityli.com/A095S





Instagram: https://www.instagram.com/p/CPBp4WMJnWU/

Twitter: https://twitter.com/cebrap/status/1394736379393978368

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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Questão racial (Jornal NEXO-Políticas Públicas / Afro-CEBRAP)

 


Acesso em: https://pp.nexojornal.com.br/glossario/Quest%C3%A3o-racial

A questão racial no Brasil, em 5 pontos (Jornal NEXO-Políticas Públicas / Afro-CEBRAP)

 


O racismo pode ser entendido como uma estratégia de determinados grupos na disputa por recursos e, de fato, no Brasil, tem definido ganhadores e perdedores em quase todos os campos da vida social. Para entender como esse fenômeno se reproduz, explicamos aqui a persistência do uso da raça — não mais como característica biológica, mas como persistência política —, sua relação com a cor da pele e com a ideia de etnia, além do uso dessas categorias pelo censo e a sua importância política. Tratamos do racismo como ideologia e como prática, das características específicas do racismo à brasileira e dos possíveis deslocamentos que a aparição de grupos de extrema direita provoca nesse cenário.


Link para matéria: https://pp.nexojornal.com.br/perguntas-que-a-ciencia-ja-respondeu/2020/A-quest%C3%A3o-racial-no-Brasil-em-5-pontos

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