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domingo, 26 de maio de 2024
Visita pedagogica aos museus Afro Brasil e da Imigração
terça-feira, 15 de março de 2022
Disciplina EX003 - QUILOMBOS E ESFERA PÚBLICA
Disciplina EX003 - QUILOMBOS E ESFERA PÚBLICA
Ementa
Objetivos
A disciplina tem por objetivo introduzir o aluno de Ciências Sociais e Humanidades na temática quilombola, assim como na extensão universitária vinculada ao tema. A disciplina oferece formação teórica, técnica e prática nos campos da comunicação e difusão científica; da formação de professores (Educação Escolar Quilombola e Lei 10.639); e na colaboração direta em uma ação do campo da extensão universitária envolvendo entidades de pesquisa (não universitárias) e organizações do movimento quilombola. Para isso, a disciplina está dividida em quatro módulos: (i) introdução teórica à temática quilombola; (ii) oficinas sobre comunicação e mediação do conhecimento científico-acadêmico; (iii) treinamento técnico e prático, por meio da participação na produção do volume de relatórios dedicados ao acompanhamento crítico e ao balanço semestral das notícias sobre a temática quilombola veiculadas na imprensa nacional, regional e local, e mídias sociais, e (iv) produção de materiais didáticos ou paradidáticos com base nesses relatórios. Esta disciplina será oferecida em parceria com o Departamento de Ciências Sociais da Faculdade de Educação (FE) e com o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri). Parte das aulas do módulo 3 serão oferecidas nas instalações do Labjor.Programa
I. MÓDULO TEÓRICO:
1. História dos Quilombos
2. Direitos dos Quilombos
3. Educação nos quilombos
4. Antropologia dos Quilombos
II. MÓDULO OFICINAS:
5. Jornalismo Científico
6. Mediação pedagógica
III. MÓDULO LABORATÓRIO:
7. As ferramentas MediaCloud e NVivo.
8. Cont.
9. A coleta e classificação de notícias.
10. Cont.
11. A redação e edição da notícia científica, escrita e em podcast.
12. Cont.
13. Cont.
14. Cont.
15. Seminário de encerramento
terça-feira, 17 de agosto de 2021
Disciplina PESQUISA ANTROPOLÓGICA (HZ460B - 2021-S2)
PESQUISA ANTROPOLÓGICA (HZ460B - 2021-S2)
(Sujeito a alterações)
Este Plano de Curso está dividido em duas metades, a serem desenvolvidas simultaneamente:Como faz parte da tradição antropológica a idéia de que a pesquisa de campo é o seu fundamento metodológico, na primeira metade das aulas leremos e discutiremos textos clássicos sobre a pesquisa de campo, assim como artigos mais contemporâneos que os criticam. Mas leremos também, em um segundo bloco de leituras, textos sobre questões mais espeíficas e menos ligadas à tradição etnográfica.
Na segunda metade das aulas discutiremos aspectos práticos da pesquisa antropológica, tendo por base projetos que vocês mesmos elaborarão em grupos. A idéia é que, além das aulas expositivas e de discussão de textos metodológicos, os discentes, com o apoio dos monitores, realizarem uma pequena experiência de pesquisa colaborativa, que será empregada como avaliação final. Os temas das pesquisas serão discutidos logo no início do curso.
Nossa disciplina terá o privilégio de contar com três monitores, em diferentes estágios de formação acadêmica:
Beatriz R. de Almeida, graduação em Ciências Sociais;
João B. Bardi, mestrado em Antropologia Social;
Paola Argentin, doutorado em Antropologia Social.
Roteiro da primeira parte das aulas
BLOCO – ORIENTAÇÕES
Aula 2- A Invenção da antropologia como pesquisa de campo
1º Parte – Discussão de textos
Malinowski, B. 1922. Introdução. In: Argonautas do Pacífico Ocidental. São Paulo: Abril Cultural, 1976 OK.
Bibliografia de apoio:
GEERTZ, C.. “Testemunha ocular: os filhos de Malinowski”. n: Obras e vidas. O antropólogo como autor, Rio de Janeiro: Editora UFRJ. 2002. Só tenho em espanhol
CLIFFORD, J. “Sobre a automodelagem etnográfica: Conrad e Malinowski”. n: A experiência etnográfica: antropologia e literatura no século XX, Rio de Janeiro: UERJ, 1998.
Aula 3- Manchester e a opção pela complexidade
1º Parte – Discussão de textos
GLUCKMAN, Max. 1987 [1958] “Analise de uma situação social na Zululandia Moderna” (parte I). In: Feldman-Bianco, Bela. Antropologia das Sociedades Contemporâneas. São Paulo: Editora da Unesp, pp. 227-267. OK
VAN VELSEN, J. 1987 [1967] Análise situacional e o método de estudo de caso detalhado. In: Feldman-Bianco, op. cit., pp. 345-374. OK
Bibliografia de apoio:
KUPER, Adam. “Leach e Gluckman: para além da ortodoxia”. Antropólogos e Antropologia. Rio de Janeiro: Editora Francisco Alves, 1978. OK
FRY, P. Nas redes antropológicas da Escola de Manchester: reminiscências de um trajeto intelectual OK
2º Parte – PT Etapa 1 - Identificação de um campo e de uma questão de interesse (atividade de grupo)
Aula 4- Socioantropologia das identificações
1º Parte – Discussão de textos
ELIAS, N. & Scotson, J. L. 2000 [194] Os Estabelecidos e os outsiders (Introdução, pp. 19-50; Considerações sobre o método, pp. 51-61; Observações sobre a fofoca, pp. 121-133; Apendice 3 - Da relação entre ‘família’ e ‘comunidade’, pp. 194-198) OK
Bibliografia de apoio:
NEIBURG, F. Apresentação à edição brasileira. n: Elias & Scotson, 2000 opt cit., pp. 7-13. Disponível em <http://www.kuwi.uni-linz.ac.at/Hyperelias/z-elias/abstracts/abstract1-por-2000-T-por-1.htm>. OK
CORCUFF, P. 2015 [2007]. Un pionero actual: Norbert Elias (1897-1990). n: Las nuevas sociologias - principales corrientes y debates, 1980-2010, pp. 35-39. OK
COURY, G. 2001 [1997] Norbert Elias e a construção dos grupos sociais: da economia psíquica à arte de agrupar-se. In: Garrigou & Lacroix (org.) Norbert Elias - a política e a história, pp. 123-144.
2º Parte – PT Etapas 2 e 3 - Levantamento bibliográfico panorâmico e definições para um recorte da bibliografia (atividade de grupo)
Aula 5– Chicago, o urbano e a participação
1º Parte – Discussão de textos
FOOTE-WHITE, W. 2005 – “Anexo A – Sobre a evolução de sociedade de esquina”. Sociedade de esquina. Jorge Zahar ed, pp. 283-362. OK
WACQUANT, L. Corpo e alma: notas etnográficas de um aprendiz de boxe, Rio de Janeiro, Relume Dumará, 2002 (os alunos deverão ler: “Prólogo”, “A rua e o ringue”, págs. 31 a 76) OK
Bibliografia de apoio:
VALLADARES, L. 2007. Os dez mandamentos da observação participante. Rev. bras. Ci. Soc., São Paulo, v. 22, n. 63, pp. 153-155. OK
BECKER, H. Problemas de inferência e Prova na Observação Participante. OK
2º Parte – PT Etapa 4 - Discussão das resenhas e definição dos problemas e interlocutores da pesquisa (atividade de grupo)
Aula 6 – Construir o objeto ou o campo da sociologia reflexiva
1º Parte – Discussão de textos
BOURDIEU, Pierre. Introdução a uma sociologia reflexiva. In: O poder simbólico, pp. 17-58. OK
Bibliografia de apoio:
PIALOUX, M., & BEAUD, S. (2013). PARTIR PARA O TRABALHO DE CAMPO EM SOCHAUX COM “BOURDIEU NA CABEÇA”. Cadernos CERU, 24(2), 31-51. https://doi.org/10.11606/issn.2595-2536.v24i2p31-51
WACQUANT, Loïc. Seguindo Pierre Bourdieu no campo. Revista de Sociologia e Política [online]. 2006, n. 26 [Acessado 12 Agosto 2021] , pp. 13-29. https://doi.org/10.1590/S0104-44782006000100003
2º Parte – PT Etapa 5 - Delimitação do campo de observação empírica e definição de uma estratégia e etapas de observação (atividade de grupo)
BLOCO II – PRÁTICAS
Aula 7 – Ambientes, objetos e socialidades virtuais
1º Parte – Discussão de textos
CESARINO, L. 2020. Como vencer uma eleição sem sair de casa: a ascensão do populismo digital no Brasil . Internet e Sociedade, n. 1 ⁄ v. 1. Disponível em: https://revista.internetlab.org.br/serifcomo-vencer-uma-eleicao-sem-sair-de-casa-serif-a-ascensao-do-populismo-digital-no-brasil/
LINS , B. A. ., PARREIRAS, C., & FREITAS, E. T. de. (2020). Estratégias para pensar o digital . Cadernos De Campo, 29(2). https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/181821
MILLER, D. 2013 [2010] Mídia: cultura imaterial e antropologia aplicada. In: Treco, troços e coisas: estudos antropológicos sobre cultura material. Rio de Janeiro: Zahar, pp. 164-199. OK
Biblio(video)grafia de apoio:
PARREIRAS, C. "Não leve o virtual tão a sério." uma breve reflexão sobre métodos e convenções na realização de uma etnografia do e no online. In: FERIANI, D. M.; CUNHA, F. M. da; DULLEY, I. (orgs.). Etnografia, etnografias: ensaios sobre a diversidade do fazer etnográfico antropológico. São Paulo/Annablume/Fapesp, 2011, pp. 43-61. Disponível em: https://www.academia.edu/11243038/Etnografia_etnografias_ensaios_sobre_a_diversidade_do_fazer_antropol%C3%B3gico_Ethnography_Ethnographies_Essays_on_the_Diversity_of_Anthropological_Doing_
PARREIRAS, C. Etnografia em/dos/sobre contextos digitais: Carolina Parreiras. Vídeo Aula do Ciclo Debates Contemporâneos sobre a Pesquisa Antropológica, PPGAS / IFCH / UNICAMP. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=aiX2Gq_ZkrA
2º Parte – PT Etapa 6 - Relato de observação 1 (individual)
Aula 8 - Histórias de vida e entrevistas
1º Parte – Discussão de textos
PORTELLI, A. 2010 [ 2007] Sempre existe uma barreira: a arte multivocal da história oral. In: Ensaios de História Oral. São Paulo: Letra e Voz, pp. 19-36. OK
GUBER, R.. 2001. "La entrevista etnográfica" o “el arte de la no directividad”. In: La etnografía, método, campo y reflexividad. Bogotá: Grupo Editorial Norma (Cap. 4) pp. OK
DEBERT. G. G. 1986. Problemas relativos à utilização de histórias de vida e história. In: Cardoso, R. (org) Aventura Antropológica. Rio de Janeiro: Paz e Terra,. OK
Bibliografia de apoio:
BEARTAUX, D. & BERTAUX-WIAME, I. 1987. Mistérios da Baguete. Padarias Artesanais na França: Como vivem e por que sobrevivem. Novos Estudos Nº 19. OK
BOURDIEU, P. A ilusão biográfica. In: FERREIRA, Marieta de Moraes & AMADO, J. (orgs). Usos e abusos da história oral. Fundação Getulio Vargas, 2006. CAP 13. OK
BEAUD, S. e WEBER, F. 2007, Guia para a pesquisa de campo. Produzir e analisar dados etnográficos. Editora Vozes. OK
BECKER, H. - “A história de vida e o mosaico científico”. In: Métodos de pesquisa em ciências sociais, São Paulo, Hucitec, 1993, OK
2º Parte – PT Etapa 7 - Relato de observação 2 (individual)
Aula 9 – Etnografia e arquivo
1º Parte – Discussão de textos
CUNHA, Olívia Maria Gomes da. Tempo imperfeito: uma etnografia do arquivo. Mana[online]. 2004, vol.10, n.2, pp.287-322. disponível em <https://doi.org/10.1590/S0104-93132004000200003>.
GIUMBELLI, E. Para além do "trabalho de campo": reflexões supostamente malinowskianas. Revista Brasileira de Ciências Sociais [online]. 2002, v. 17, n. 48, pp. 91-107. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-69092002000100007
Heymann, Luciana Quillet. O arquivo utópico de Darcy Ribeiro. História, Ciências, Saúde-Manguinhos [online]. 2012, v. 19, n. 1 [Acessado 17 Agosto 2021] , pp. 261-282. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0104-59702012000100014>. Epub 20 Abr 2012. ISSN 1678-4758. https://doi.org/10.1590/S0104-59702012000100014.
Bibliografia de apoio:
NADAI, L. 2018. Entre pedaços, corpos, técnicas e vestígios: o Instituto Médico Legal e suas tramas. Tese de doutorado / PPGCS / IFCH da UNICAMP. OK
DOSSIÊ Antropologia e Arquivos. Estudos Históricos v. 2 n. 36 (2005) OK
http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/issue/view/303
HEYMANN, L. Q. 2013. Arquivos pessoais em perspectiva etnográfica. In: Heymann; Rouchou; Travancas. (Org.). Arquivos Pessoais: reflexões multidisciplinares e experiências de pesquisa. Rio de Janeiro: Editora FGV, p. 67-76.
https://books.google.com.br/books?id=J4plDwAAQBAJ&lpg=PA67&ots=VK0AqIBgwA&lr&pg=PA74#v=onepage&q&f=false
2º Parte – PT Etapa 8 - Relato de observação 3 (individual)
10. Antropologia e Demografia
1º Parte – Discussão de textos
PETRUCCELLI, J. L. 2002. Raça, etnicidade e origem nos censos de EUA, França, Canadá e Grã-Bretanha. Estudos Afro-Asiáticos [online]., v. 24, n. 3 [Acessado 17 Agosto 2021] , pp. 533-562. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0101-546X2002000300005>. Epub 29 Ago 2003. ISSN 1678-4650. https://doi.org/10.1590/S0101-546X2002000300005.
ARRUTI, J. M. 2013. « La reproduction interdite » : dispositifs de nomination, réflexivité culturelle et médiations anthropologiques parmi les peuples indiens du Nordeste brésilien. Brésil(s) [Online], 4 | 2013. URL: http://journals.openedition.org/bresils/240; DOI: https://doi.org/10.4000/bresils.240
ESTANISLAU, B. R. et al. 2014. Em campo minado: políticas públicas de reconhecimento, categorias étnicas nos censos, e o Estado nacional multicultural. Trabalho apresentado no XIX Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, realizado em São Pedro/SP, 12 pgs. Disponível em: http://www.abep.org.br/publicacoes/index.php/anais/article/viewFile/2118/2074
2ºParte – PT Etapa 9 - Síntese I (de grupo)
11. Conflitos por justiça e Direito
1º Parte – Discussão de textos
BECKER, H. Estudo de Praticantes de Crimes e Delito. In: Métodos De Pesquisa Em Ciências Sociais (Cap. 7, pp. 153-178) OK
OLIVEIRA, L. R. C. de. 2010. A dimensão simbólica dos direitos e a análise de conflitos." Revista De Antropologia 53, no. 2: 451-73. http://www.jstor.org/stable/41616381 .
Lima, R. K. e Baptista, B. G. L. 2014. Como a Antropologia pode contribuir para a pesquisa jurídica? Um desafio metodológico. Anuário Antropológico [Online], v.39 n.1 |. URL: http://journals.openedition.org/aa/618
Bibliografia de apoio:
SINHORETTO, J. 2006. Ir aonde o povo está: etnografia de uma reforma da justiça. Tese de Doutorado PPGAS / FFLCH / USP. OK
WANDERLEY, F. Personalidade jurídica e cidadania coletiva na Bolívia: uma etnografia da identificação jurídica e a formação de espaços públicos. Dados [online]. 2009, v. 52, n. 3 <https://doi.org/10.1590/S0011-52582009000300002>.
2ºParte – PT Etapa 10 - Relato de observação 4 (individual)
12. Observando encontros e reuniões
1º Parte – Discussão de textos
PALMEIRA. M. & HEREDIA, B. 1995. Os comícios e a política de facções. Anuário Antropológico/94 Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. Disponível em: http://dan.unb.br/images/pdf/anuario_antropologico/Separatas1994/anuario94_palmeiraeheredia.pdf
COMEFORD, J. 2008. As reuniões em um assentamento rural como rituais. In: COSTA, L.F.C; FLEXOR, G; SANTOS, R. (orgs.) Mundo Rural Brasileiro. Ensaios interdisciplinares Mauad X-EDUR, Rio de Janeiro – Seropédica, pp. 181-193.
Bibliografia de apoio:
INDA, D. Réunir la communauté. 2015. Action publique et recompositions identitaires dans un village mexicain. Genèses,1 (n° 98), p. 28-46. DOI : 10.3917/gen.098.0028. URL : https://www.cairn.info/revue-geneses-2015-1-page-28.htm
2ºParte – PT Etapa 11 - Relato de observação 5 (individual)
13. Etnografar o Estado
1ºParte – Discussão de textos
BORGES, A. 2006. O emprego na política e suas implicações teóricas para uma antropologia da política. Anuário Antropológico/2005 Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, pp. 91-125. OK
AGUIÃO, S. Os desafios dos enquadramentos administrativos e das classificações identitárias. In: Fazer-se no "Estado": uma etnografia sobre o processo de constituição dos "LGBT" como sujeitos de direitos no Brasil contemporâneo [online]. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2018, pp. 179-235. Sexualidade, gênero e sociedade. Sexualidades e cultura collection. ISBN 978-85-7511-489-6. https://doi.org/10.7476/9788575115152.0009.
DAS, V. & POOLE, D. 2008 El estado y sus márgenes. Etnografías comparadas. Cuadernos de Antropología Social Nº 27, pp. 19–52. https://www.redalyc.org/pdf/1809/180913917002.pdf
BALBI, F. A & BOIVIN, M. 2008. La perspectiva etnográfica en los estudios sobre política, Estado y gobierno. Cuadernos de Antropología Social Nº 27, pp. 7–17. https://www.redalyc.org/pdf/1809/180913917001.pdf
Bibliografia de apoio:
L'Estoile, B. de 2015. La réunion comme outil et rituel de gouvernement. Conflits interpersonnels et administration de la réforme agraire au Brésil. Genèses, /1 (n° 98), p. 7-27. DOI : 10.3917/gen.098.0007. URL : https://www.cairn.info/revue-geneses-2015-1-page-7.htm
GUPTA, A. 2015 [2006] Fronteras borrosas: el discurso de la corrupción, la cultura de la política y el estado imaginado. In: Antropologia del Estado. Mexico: FCE, pp. 71-144. https://www.ppgcspa.uema.br/wp-content/uploads/2017/07/Abrams-Gupta-Motchell-Antropologia-Del-Estado.compressed.pdf
AGUIÃO, S. 2017. Quais políticas, quais sujeitos? Sentidos da promoção da igualdade de gênero e raça no Brasil (2003 - 2015). Cadernos Pagu [online], n. 51. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/18094449201700510007>. Epub 08 Jan 2018. ISSN 1809-4449. https://doi.org/10.1590/18094449201700510007.
ARRUTI, J. M. 1997. A emergência dos "remanescentes": notas para o diálogo entre indígenas e quilombolas. Mana [online], v. 3, n. 2, pp. 7-38. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0104-93131997000200001>. Epub 15 Maio 2007. ISSN 1678-4944. https://doi.org/10.1590/S0104-93131997000200001.
2ºParte – PT Etapa 12 - Relato de observação 6 (individual)
14. Aula - Ética na pesquisa antropológica.
1º Parte – Discussão de textos
SCHUCH, Patrice & FLEISCHER, Soraya. Apresentação: Antropologia, Ética e regulamentação. Ética e regulamentação na pesquisa antropológica. OK
FONSECA, C.. “Situando os comitês de ética em pesquisa: o sistema CEP (brasil) em perspectiva”. Horizontes
https://www.scielo.br/j/ha/a/wwFHfCrDPN8xF5HpS9HCKDP/abstract/?lang=pt
SARTI, C. & DUARTE, L (orgs) Antropologia e ética: desafios para a regulamentação. Brasília, ABA, 2013. + Resolução 510 + Código de Ética da ABA OK
PROJETO DE LEI (PL) 7082/2017 - Dispõe sobre a pesquisa clínica com seres humanos e institui o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa Clínica com Seres Humanos. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2125189
Bibliografia de apoio:
NOTA DA SBPC SOBRE O PL7082/2017 (adesão da ABA) Disponível em: http://www.portal.abant.org.br/2021/07/15/o-comite-de-etica-em-pesquisa-nas-ciencias-humanas-informa-sobre-a-adesao-da-aba-a-nota-da-sbpc-sobre-o-pl-7082-2017-pesquisa-clinica-com-seres-humanos/
OLIVEIRA, L. R. C. de. "Pesquisa em versus pesquisa com seres humanos." Antropologia e Ética: debate atual no Brasil. Niterói: UdUFF (2004): 33-44. OK
OLIVEIRA, L. R. C. de. 2010 A antropologia e seus compromissos ou responsabilidades éticas. Disponível em: https://www.academia.edu/4105405/A_antropologia_e_seus_compromissos_ou_responsabilidades_%C3%A9ticas
2ºParte – PT Etapa 13 - Síntese II (de grupo)
15. Aula – Apresentação dos relatórios de pesquisa.
Roteiro das atividades de grupo proposto para orientar os trabalhos da segunda parte das aulas.
1. Identificação de um campo e de uma questão de interesse (atividade de grupo)
2. Levantamento bibliográfico panorâmico (atividade de grupo)
3. Resenha de um recorte da bibliografia (atividade de grupo)
4. Definição dos problemas e interlocutores da pesquisa (atividade de grupo)
5. Delimitação do campo de observação empírica e definição de uma estratégia e etapas de observação (atividade de grupo)
6. Relato de observação 1 (individual)
7. Relato de observação 2 (individual)
8. Relato de observação 3 (individual)
9. Síntese I (de grupo)
10. Relato de observação 4 (individual)
11. Relato de observação 5 (individual)
12. Relato de observação 6 (individual)
13. Síntese II (de grupo)
quarta-feira, 12 de maio de 2021
Seminário UFSC - A pandemia de covid-19 nos quilombos
segunda-feira, 6 de julho de 2020
Antropologia e Pandemia #3: Biopolítica, necropolítica e racismo
Neste episódio, Bernardo Fonseca Machado, Gustavo Rossi, Isadora Lins França, José Maurício Arruti e Taniele Rui discutem biopolítica, necropolítica e racismo no contexto da COVID-19 no Brasil. Antropologia e Pandemia é um projeto de prfoessores do Departamento de Antropologia do IFCH/Unicamp com o objetivo de produzir conteúdo digital para suas turmas da graduação em Ciências Sociais e ao mesmo tempo apresentar uma contribuição desde a perspectiva antropológica para a compreensão de um mundo em crise. Edição de áudio: Ana Lívia de Oliveira.
Música: Lamentos. Orquestra Típica Pixinguinha-Donga. 1928.
sábado, 29 de fevereiro de 2020
Disciplina TEORIAS E EXPERIMENTAÇÕES ETNOGRÁFICAS (HZ360): LABORATÓRIO Etnografia em tempos de Pandemia
Disciplina
TEORIAS E EXPERIMENTAÇÕES ETNOGRÁFICAS (HZ360):
LABORATÓRIO Etnografia em tempos de Pandemia
Prof. José Maurício Arruti
Monitores: Juliana Fidelis, Lais Marachini, Laura Andrade, Gustavo Gonçalves.
Contextualizando
O período de isolamento imposto pela pandemia de Covid19 implicou drásticas alterações no planejamento do nosso curso, como decorrência das drásticas alterações impostas às nossas vidas em geral. A singularidade da situação está nela ser compartilhada quase simultaneamente por metade dos habitantes do planeta. Um fenômeno inédito por suas dimensões e prováveis efeitos, que têm levado muitos a se perguntarem sobre quão profundas e duradouras serão as marcas dessas alterações em nossas vidas depois de encerrado o isolamento. Uma das dúvidas amplamente compartilhada é mesmo se o isolamento terá fim, ou se retornaremos à normalidade anterior a ele. Ao se discutir o pós-isolamente discute- se também o que seria este “novo normal”.
Há os que falem da perpetuação de vários dos efeitos que nos foram impostos como temporários, isto é, a normalização do fechamento das fronteiras nacionais, do distanciamento social, da precarização do trabalho via home office, do controle digital que alguns estados estão impondo às suas populações etc. Assim como há os que falem das oportunidades que este momento nos abre, ao eliminar a terceirização das nossas crianças e velhos, ao estancar o consumismo e impor uma paralisia ao movimento do capital que nenhum movimento social havia conseguido, ao nos permitir refletir sobre os impactos das alterações ambientais sobre o mundo etc.
Enfim, talvez não estejamos diante apenas de um fenômeno social, mas de uma nova instituição social. De uma forma ou de outra, cabe-nos como cientistas sociais ou, mais especificamente, como antropólogos, pensar estas novas formas de vida, de socialidade, de trabalho, de comunicação, de ritualização do cotidiano ou de alteração dos rituais tradicionais (como , por exemplo, os enterros, o esporte, as visitas familiares...) diante do fenômeno do isolamento e da extensão (colonização?) do mundo virtual (on-line) sobre o mundo presencial. O que isso está produzindo, quanto disso é transitório e quanto disso passará a constituir o nosso “novo normal”?
A proposta
Por mais que essas questões sejam angustiantes (ou justo por isso), elas também são boas para pensar. Assim, surge a proposta de convertermos os limites que foram impostos a este curso em matéria de reflexão do próprio curso, justamente abrindo um laboratório dedicado ao exercício do registro etnográfico sobre o que vem a ser a vida social sob o isolamento social.
Não estamos sendo originais nesta proposição. O volume de produção em ciências sociais sobre os efeitos da pandemia e do isolamento tem crescido a cada dia. Textos mais ou menos rápidos, mais ou menos confessionais, mais ou menos analíticos, mais ou menos etnográficos, têm se multiplicado na internet, muitos deles respaldados pelo selo de renomadas associações e instituições de pesquisa. Há até algumas iniciativas de registro das experiências pessoais diante desta situação, seja na forma de questionários sócio-epidemiológicos, seja na forma de repositório de depoimentos escritos ou de depoimentos gravados, a serem disponibilizados para os historiadores futuros. O projeto “Antropologia e Pandemia”, que realizamos em parceria com os professores Isadora França, Tanieli Rui (professores do Departamento de Antropologia), Gustavo Rossi e Bernardo Machado (pesquisadores pós-doc do PPGAS) tem por objetivo fazer um breve mapeamento desta produção. O primeiro episódio, já disponível, faz um apanhado geral de algumas dessas iniciativas. Os quatro próximos episódios programados pretendem falar sobre como alguns temas emergem nesta produção: A etnografia da pandemia; Pandemia, desigualdades e relações raciais; Pandemia, violência e gênero; e, finalmente, Pandemia e fins do mundo.
Enquanto lemos a bibliografia básica sobre etnografia e acompanhamos as reflexões oferecidas pelo projeto Antropologia e Pandemia, o nosso laboratório deve estimular a produção e discussão das nossas próprias etnografias sobre e neste isolamento social. Acrescentaremos ainda a este conjunto, a discussão sobre dois conceitos possivelmente úteis neste contexto: auto-etnografia e etnografia on-line.
Metodologia
O curso passará a contar com três tipos de atividades, desenvolvidas de forma articulada, em aulas alternadas.
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Aulas expositivas e discussão bibliográfica: dando continuidade às 3 aulas iniciais, leremos etnografias (ou comentários a elas) sobre temas afins à nossa condição atual de pandemia e isolamento social;
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Resenhas da produção recente em Ciências Sociais sobre a Pandemia: debateremos os episódios do projeto “Antropologia e Pandemia” e textos dos alunos inspirados nesses episódios. Neste caso, a tarefa dos alunos é realizar uma resenha que busque destacar nos artigos selecionados (de três a seis) suas qualidades etnográficas: a) de conteúdo: quando os artigos contribuem na construção de uma leitura etnográfica de um determinado assunto de interesse
(país, região, tema, instituição, recorte social etc.); ou b) de forma: quando os artigos podem oferecer bons exemplos de como elaborar uma perspectiva etnográfica mesmo em situação de isolamento.
• Produção de relatos: discutiremos breves ensaios dos próprios alunos inspirados na ideia de ‘etnografia da pandemia’. Neste caso, os alunos devem escolher uma data (dentre as disponibilizadas) para apresentar seus relatos preliminares (que devem ter entre 60 e 90 linhas), enviando-os para o e-mail do professor e dos monitores com uma semana de antecedência, de forma que ele possa ser socializado com a turma. Os relatos deverão ser lidos em aula, abrindo-se para o seu debate logo em seguida. Com base nas contribuições trazidas por esses debates, os alunos deverão apresentar a versão final dos seus relatos (textos de 90 a 180 linhas) até o encerramento do semestre.
Avaliação
A avaliação neste semestre, conforme orientação geral adotada pelo IFCH, consistirá na atribuição de um conceito único S (suficiente) para todos os alunos que participarem da disciplina, restando a opção de conceito F (falta) para os alunos que não participarem. A participação será caracterizada pela realização de parte das atividades previstas acima: pelo menos duas Resenhas da produção recente em Ciências Sociais sobre a Pandemia e as duas Produções de relatos individuais (preliminar e final). O conceito F pode ser substituído pelo conceito S até o final do semestre seguinte, mediante a entrega das atividades descritas, acompanhadas de justificativa. No caso de não ser possível caracterizar participação no prazo previsto, o conceito atribuído será I (insuficiente), o que significa reprovação na disciplina.
Peço atenção ao PARECER DA CONGREGAÇÃO No 169/2020, postado no mural da turma (em especial os itens de 4 a 7), que orienta docentes e discente com relação aos procedimentos no caso de dificuldade ou impossibilidade de participação na disciplina.

