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domingo, 7 de abril de 2024

Entrevista: O ‘levantar aldeia’ dos Pankararu como contraponto à tese do marco temporal (JORNAL PORANTIM, EDIÇÃO 464)

Tornar-se Terra Indígena: o ‘levantar aldeia’ dos Pankararu como contraponto à tese do marco temporal

A Lei 14.701/23 é fruto de uma vitória anti-indígena no Congresso Nacional, mas além de ter a Constituição Federal como principal obstáculo, enfrenta contrapontos e conceitos autóctones que tratam do direito à Terra Indígena


ENTREVISTA A RENATO SANTANA – DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI NORDESTE – MATÉRIA PUBLICADA ORIGINALMENTE NA EDIÇÃO 464 DO JORNAL PORANTIM


Corrida do Imbu, ritual realizado tradicionalmente na TI Pankararu.
Foto: arquivo povo Pankararu



domingo, 11 de setembro de 2022

3a. Mostra Pankararu de Música e o "Encontro dos Povos da Cachoeira"

3a. Mostra Pankararu de Música
7 a 10 de setembro de 2022
Aldeia Bem Querer de Cima, Terra Indígena Pankararu, município de Jatobá (PE)


A Mostra, idealizada, produzida e dirigida por Gean Ramos e selecionada pelo programa Natura Musical (Edital 2021), promoveu uma imersão na cultura indígena, debates sobre arte e convivência com a Caatinga e intercâmbio com nomes da música, ao lado de artistas indígenas.

A terceira edição da Mostra Pankararu de Música trouxe como tema o "Encontro dos Povos da Cachoeira". No evento, seis povos do Submédio rio São Francisco, Pankararu, Katokinn, Jeripankó, Tuxá, Pankararu Opará, Pankaiwká e Pankararé, conversaram sobre a importância das antigas cachoeiras do São Francisco e como elas eram locais de encontro e intercâmbio entre seus povos. A última delas desapareceu após a construção da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga. Eu fui convidado pelos organizadores do evento justamente para animar e mediar essa conversa. Agradeço imensamente a atenção e cuidado de Camila Yasmine e Ana Carolina Ramos, que viabilizaram minha participação.

Programação da 3a. Mostra Pankararu de Música

· Abertura Oficial da Mostra com imersão na cultura Indígena.

· Canto coletivo crianças do Bem Querer,Côco das Antigas Pankararu, Côco Tebei, Buzzo Pankararu.

· Roda de Fogueira: Qual é a sua chama?

· Gean Ramos Pankararu, Almério, Juliano Holanda.

· Povos da Cachoeira: Na correnteza das memórias - Compartilhamento das histórias da Cachoeira. Roda de conversa com a comunidade indígena.

· O que pensam sobre nós? - Compartilhamento de pesquisas acadêmicas e artísticas, com José Maurício Arruti (UNICAMP), Professora Edvânia (IFSertãoPE) e Jailson Lima (SESC Petrolina).

· Cineclube Rabo de tatu - Dois curtas metragens: Otto, Deus te dê boa sorte.

· Espetáculo Aterrágua Cia de Dança SESC Petrolina.

· Reisado Pankararu .

· Luanda Ruanda .

· Subida para a Pedra do Vento.

· Cosmovisão ambiental Pankararu com Eronides Ramos .

· Roda de conversa LGBTQIA+ indígena: Resistência redobrada.

· Performance FYKYA Pankararu.

· Onde ele anda é outro céu - André Vitor Brandão .

· Anderson Cleomar, Edivan Fulni-ô, Genivaldo Ramos, Marcelo Jeneci e Jéssica Caetano.












terça-feira, 20 de outubro de 2020

Indígenas na universidade: um olhar comparativo sobre programas institucionais e vivências estudantis

Projeto Indígenas na universidade: um olhar comparativo sobre programas institucionais e vivências estudantis

Edital 03/2020, COMVEST/PRG/PRP “Pesquisas sobre ingresso, desenvolvimento e permanência na graduação”


Coordenador: prof. José Maurício Paiva Andion Arruti (IFCH/Unicamp)


RESUMO

Esta pesquisa tem por objetivo investigar os diversos efeitos produtivos que emergem dos conflitos de perspectiva instaurados pela entrada dos estudantes indígenas nas universidades. Neste sentido, tomamos a Universidade como uma “Zona de Contato”, isto é, um tipo de espaço social “onde culturas se encontram, chocam e lutam umas com as outras, muitas vezes em contexto de relação de poder altamente assimétricas, tais como o colonialismo, a escravidão, ou decorrentes delas" (Pratt, 1991: 34). Ao propor o conceito, Mary Louise Pratt acrescenta que o termo pode ser usado também e especificamente para “reconsiderar os modelos de comunidade nos quais muitos de nós confiamos para ensinar e teorizar e que está sendo desafiado hoje”. (idem) Neste sentido, a pesquisa pretende investigar os desafios postos à comunidade universitária pela entrada dos estudantes indígenas, assim como as respostas que vêm sendo dadas a eles, tanto por parte da universidade (gestão, docência e comunidade) quanto por parte dos jovens indígenas que nela ingressam, suas comunidades de origem e suas organizações político-intelectuais emergentes. Para isso, pesquisa pretende operar em diferentes contextos universitários e em diferentes escalas de definição desses desafios em cada um desses contextos.


JUSTIFICATIVA

Desde os anos 2000, e sobretudo a partir de 2012, com a Lei Federal 12.711/12, conhecida como “Lei de cotas”, as fortemente seletivas universidades públicas do país passaram a receber cada vez mais estudantes que tradicionalmente ficavam excluídos dessas instituições (Lloyd, 2016; Daflon, Feres Júnior e Campos, 2014). Se os programas de ação afirmativa destinados a estudantes de baixa renda, negros e pardos se realizam por meio de mecanismos de reservas de vagas ou de bonificação na pontuação do vestibular ou do ENEM , para possibilitar o acesso de estudantes indígenas, um número crescente de universidades organiza um processo seletivo distinto, exclusivamente direcionado a candidatos indígenas, tendo em vista as especificidades linguísticas e culturais desse público, já que muitos têm o português como segunda língua e frequentaram, no ensino básico, escolas indígenas diferenciadas (Paladino, 2012; Luciano, 2019; Souza Lima, 2016). 
 De acordo com a Sinopse Estatística da Educação Superior de 2018, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep, 2019), naquele ano estavam matriculados, em cursos presenciais e a distância de todo o país, um total de 15.450 indígenas em universidades públicas (municipais, estaduais e federais) e 42.256 em universidades privadas. Seguindo a experiência de outras universidades brasileiras, a Unicamp, que já contava desde 2004 com um sistema de bonificação no vestibular, aprovou em 2018 um programa mais amplo, onde coexistem mecanismos de bonificação, reserva de vagas (cotas) e um vestibular indígena (72 vagas foram abertas no primeiro ano e 96 no segundo). Diante da ampliação do acesso, é indispensável que, em um segundo momento do desenvolvimento das políticas de ações afirmativas, sejam realizadas pesquisas que ajudem a compreender os fatores que contribuem para a permanência e para o êxito acadêmico destes estudantes.
A maior parte das pesquisas sobre esta temática concentra-se na análise dos arranjos institucionais federais ou estaduais, sob a forma de estudos de caso de IES, o que resulta em uma série de retratos individualizados (Amado, 2016; Amaral et al. 2016; Dal’bo, 2010, 2018; Doebber, 2017; Jodas, 2012, 2019; Nascimento, 2016; Russo e Diniz, 2015; Ventura dos Santos, 2016; Vital, 2016). Fazem falta, entretanto, investimentos comparativos, tanto dos variados arranjos institucionais e dos dilemas enfrentados pelos gestores, quanto das experiências dos estudantes indígenas e das suas iniciativas de apropriação do espaço (físico e epistêmico) da universidade.


OBJETIVOS

A presente pesquisa busca lançar mão do acúmulo produzido por esses estudos de caso de duas formas: metodologicamente, como repertório de temas, problemas e objetos a partir do qual realizaremos o estudo de caso da própria UNICAMP; e teoricamente, como uma base de dados a partir da qual será possível uma análise comparada (em busca de correlações, padrões e lógicas) do conjunto disponível, assim como conjunto em relação ao qual situar a experiência da Unicamp.  Nossa estratégia de pesquisa implica uma postura comparativa desenvolvida em três escalas. No plano macro, nacional, mobilizaremos os dados oficiais do Censo da Educação Superior (CenSup) produzidos pelo INEP, investigando suas potencialidades, limites e padrões regionais. No plano meso, institucional, mobilizaremos os documentos disponibilizados por (e sobre) um conjunto selecionado de IES que adotaram mecanismos diferenciados para o acesso de estudantes indígenas, complementados por entrevistas com gestores destas IES. Finalmente, no plano micro, do trabalho de campo, mobilizaremos uma estratégia quali-quanti de abordagem da experiência dos estudantes indígenas da UNICAMP e de outras duas instituições paulistas (uma pública federal e outra privada estadual), por meio de um amplo survey e de um restrito conjunto de entrevistas aprofundadas. O jogo entre essas escalas (Revel, 1998) nos permitirá colocar sob o teste de diferentes configurações, o tema da Universidade como zona de contato (Clifford, 1997) ou espaço de mediação (Monteiro, 2006; Monteiro, Arruti e Pompa, 2011) entre diferentes formas de socialidade, de agenciamentos políticos e de matrizes epistemológicas.


PROJETOS PARCEIROS

A pesquisa está articulada a três projetos anteriores e independentes, mas que colaborarão de diferentes formas para a consecução dos objetivos aqui propostos. O projeto Fapesp "Estudantes indígenas na Unicamp e na UFSCar: experiências sob a lente da etnografia" (processo n. 2018/25259-0), o projeto CNPq “Fluxos indígenas entre sertão e metrópole: Estudo sobre território e população, cosmopolítica e mobilidade pankararu” (Produtividade em Pesquisa, processo n.309085/2017-9) e o projeto CARDIFF-UNICAMP 2020: “Indigenous School Education and Socio-Spatial Justice in Brazil”. 
O projeto CARDIFF-UNICAMP "Indigenous School Education and Socio-Spatial Justice in Brazil" aborda a educação primária em comunidades indígenas enquanto fenômeno de afirmação de identidade étnica, inclusão social e ferramenta de luta pelos direitos à terra e consiste em um estudo piloto nos estados brasileiros de São Paulo e Mato Grosso do Sul, que depois pretende ser expandido para a Amazônia e para o resto do país. O trabalho incluirá uma avaliação de todas as escolas indígenas nesses dois estados brasileiros por meio de dados secundários, para em seguida, focalizar as escolas Guarani-Kaiowa. O projeto conta com a colaboração da Faculdade Indígena Intercultural (FAIND / UFGD), além de professores e gerentes de escolas, famílias de estudantes, líderes comunitários indígenas e autoridades educacionais. Sua comunicação com o projeto apresentado está no compartilhamento de dados secundários sobre o fluxo entre escolas indígenas e IES com programas especiais para indígenas, assim como nos permite ter uma visão especialmente aprofundada de um dos estudos de caso que previmos, a UFGD. Além disso, como esta projeto também prevê a realização de entrevistas em profundidade em Mato Grosso, está prevista uma colaboração na produção dos roteiros dessas entrevistas e no compartilhamento dos seus resultados.
O projeto FAPESP "Estudantes indígenas na Unicamp e na UFSCar: experiências sob a lente da etnografia" tem por objetivo realizar um conjunto articulado de etnografias junto a estudantes indígenas inscritos em cursos regulares na Unicamp e na UFSCar, tendo em vista produzir subsídios para o desenvolvimento de ações que permitam uma inclusão bem sucedida de estudantes indígenas em universidades públicas, num momento em que esse desafio se impõe no cenário brasileiro. Neste sentido, o projeto funcionará como um observatório da situação dos estudantes indígenas, com uma equipe integralmente dedicada a apreender suas dificuldades, descobertas e desejos. Sua comunicação com o nosso projeto é bastante evidente, consistindo, de fato, em uma sobreposição parcial, como já exposto no próprio texto do projeto. Esta sobreposição ocorrerá no que tange às entrevistas de campo em duas universidades (UNICAMP E UFSCAR) e no compartilhamento de dados de pesquisa documental sobre outras quatro universidades.
O projeto CNPq "Fluxos indígenas entre sertão e metrópole: estudo sobre território e população, cosmopolítica e mobilidade pankararu" tem por objetivo investigar o fenômeno (de importância continental) da migração ou mobilidade indígena para as grandes cidades e as transformações cosmológicas, organizacionais e identitárias nele implicadas. Para isso, a pesquisa mobiliza uma metodologia mista, baseada na interdiciplinaridade entre Antropologia, História e a Demografia, articulando etnografia, história de vida/de famílias, assim como a realização de um censo demográfico participativo e um survey com universitários indígenas da PUCSP. Este último tópico está associado ao fato dos pankararu terem sido u grupo líder na conquista de um sistema de bolsas de estudos na PUCSP, conhecido como Programa Pindorama, que, desde 2001, tem recebido principalmente indígenas residentes em São Paulo. Sua comunicação com o nosso projeto diz respeito justamente à abordagem mais detida e comparada que estamos prevendo realizar sobre o Programa Pindorama como uma das 3 situações que serão colocadas em comparação desde um ponto de vista qualitativo.


EIXOS E OBJETIVOS ESPECÍFICOS


Eixo 1 - Dados oficiais: panorama nacional e configurações regionais

- Objetivo: Propor uma leitura sintética e contextualizada dos microdados e das Sinopses Estatísticas da Educação Superior em busca de distinguir características gerais da inserção indígena no ensino superior no Brasil, assim como configurações regionais. 
-Temas: Os dados disponíveis no CenSup estão organizados por temas e regiões (até a escala municipal) e fazem referência a instituições, recursos humanos, cursos de graduação presenciais ou a distância, processos seletivos, matrícula, concluintes. As variáveis relevantes serão selecionadas a partir da identificação de padrões de agregação que se mostrem pertinentes aos nossos objetivos. 
- Metodologia: A principal fonte de dados secundários mobilizada neste eixo é o de explorar as potencialidades e limites do CenSup (INEP) que, desde 1995, levanta informações sobre as Instituições de Ensino Superior (IES) de todo o país, os cursos ofertados por elas, e características de seus docentes e discentes. No bloco de perguntas referente aos estudantes, as variáveis permitem conhecer atributos como idade e raça/cor, bem como a forma de ingresso no curso e o tipo de instituição em que estão matriculados. Ainda, a comparação entre os censos de diferentes anos nos permite inferir tendências nas configurações destas IES e de seus respectivos estudantes. Avalia-se a utilização de outras fontes secundárias, tais como o Censo Escolar (INEP), anual, e o Censo Demográfico, de periodicidade decenal e levantado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para elaboração e proposição de um amplo painel sobre as diferentes configurações, nacional e regionais, da presença indígena nas universidades. Este panorama funciona, em nossa estratégia de pesquisa, como matriz de controle das comparações que serão propostas nos eixos seguintes. Neste tópico destaca-se a contribuição metodológica do projeto CARDIFF-UNICAMP 2020: “Indigenous School Education and Socio-Spatial Justice in Brazil”.
- Escopo: Nacional


 Eixo 2 - IES: comparação dos desenhos institucionais

- Objetivo: Produzir um banco de informações detalhadas sobre os programas de estímulo ao acesso e à permanência de indígenas de um grupo de 10 universidades, selecionadas segundo critérios de diversidade e importância dos programas.
- Temas: histórico de cada iniciativa; características gerais do público atendido (diversidade regional, étnica, de gênero, etária, cursos mais concorridos...); iniciativas de adaptação administrativas, espaciais, curriculares; efeitos não previstos em cada IES.
- Metodologia: consulta a documentos e sites institucionais, bibliografia acadêmica e entrevistas com gestores das universidades selecionadas. Vale notar que em muitas universidades as políticas direcionadas a indígenas têm uma história e um desenvolvimento inseparáveis daquelas destinadas a pretos, pardos e a estudantes de baixa renda. A pesquisa estará em diálogo (e também produzirá dados), portanto, sobre esse universo mais amplo de políticas de ação afirmativa em cada universidade. 
- Escopo: Considerando que no âmbito do projeto Fapesp acima mencionado serão produzidos dados sobre os temas acima descritos referentes à Unicamp, UFSCar, UFAM, UFRGS, UFGD e UFMG, selecionamos 4 outras universidades: a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Teremos, assim, um quadro descritivo dos programas de incentivo ao acesso e à permanência de indígenas em 10 universidades, além da Unicamp. As universidades foram eleitas levando em conta sua experiência com vestibular indígena, a diversidade regional das instituições, as redes de contato e apoio de pesquisadores. Neste tópico destaca-se a contribuição metodológica do projeto Fapesp "Estudantes indígenas na Unicamp e na UFSCar: experiências sob a lente da etnografia"


Eixo 3 - Estudantes: perfil, experiência, perspectivas 

- Objetivo: Analisar trajetória, experiências e percepções de indígenas no Ensino Superior, matriculados e egressos de  três universidades paulistas: Unicamp, PUC-SP e UFSCar.
- Metodologia: aplicação de survey a uma amostragem do total dos estudantes indígenas matriculados e dos egressos de cada universidade selecionada . Os temas a serem explorados e as perguntas que virão a constituir o survey serão elaborados a partir das análises preliminares dos eixos 1 e 2, e discutidos com pesquisadores convidados (destacadamente envolvidos com a questão na Unicamp) e estudantes indígenas convidados (destacadamente da Unicamp). Após a realização do Survey, será definido um conjunto menor de estudantes a serem entrevistados em profundidade, o que deve ser definido em função da eleição de temas e perfis revelados por meio do Survey e da consulta junto aos Pesquisadores Consultores. 
- Temas: experiências prévias à entrada na universidade; opção individual e/ou projeto coletivo (do povo/aldeia); expectativas e experiências sobre a relação entre formas/ tradições de conhecimento (científico e étnico); produção de espaços/territórios indígenas na universidade; formas de solidariedade e associação entre "parentes" na universidade; principais dificuldades de adaptação; inserção em pesquisas acadêmicas; principais aprendizagens e experiências positivas; relação com outros alunos/professores indígenas e não-indígenas; uso e avaliação das formas de apoio das IES; perspectivas pós-universidade.
- Escopo: estudantes indígenas matriculados e egressos da Unicamp, UFSCar e PUC-SP  que aceitarem participar da pesquisa. O número e perfil dos estudantes a serem abordados pelo Survey em cada IES devem ser orientados pela representatividade de gênero, etnia e curso do universo de alunos indígenas de cada universidade. O número e perfil dos estudantes a serem entrevistados (após a realização do survey) será determinado pela leitura oferecida pelo survey, com relação às questões qualitativas. Além da Unicamp, selecionamos a PUC-SP, pois esta universidade possui o pioneiro Projeto Pindorama, que assegura bolsas para indígenas residentes em São Paulo que ingressam na universidade desde 2001. A UFSCar foi selecionada por ser uma referência na realização de vestibulares indígenas, que ocorrem desde 2008. Foi também a primeira universidade a sediar o Encontro Nacional dos Estudantes Indígenas (ENEI) e manteve diálogo com a Unicamp durante todo o processo de implementação da política nesta universidade. Neste tópico destaca-se a contribuição metodológica do  projeto Fapesp (citado) e do projeto CNPq “Fluxos indígenas entre sertão e metrópole: Estudo sobre território e população, cosmopolítica e mobilidade pankararu”.


EQUIPE

Pesquisadoras:
  • Juliana Jodas - doutora em Ciências Sociais, IFCH, pesquisadora colaboradora;
  • Flávia Longo - doutora em Demografia, IFCH, pesquisadora colaboradora;
  • Fávia Guimarães - doutoranda em Antropologia, IFCH, pesquisadora colaboradora;
Bolsistas:
  • Rafael Rocha Novais - graduação em Ciências Sociais, IFCH, ingresso por cota, bolsa PIBIC;
  • Marcela Torres Nonato - graduação em Ciências Sociais, IFCH, ingresso pelo vestibular indígena, bolsa PIBIC;

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Vídeo "Escola Pankararu - viagem por um território da educação diferenciada" selecionado para o XIII Prêmio Pierre Verger de Filme Etnográfico




Escola Pankararu: Viagem por um território da educação diferenciada
Direção de José Maurício Arruti e Raphael Malta Clasen. Recife/PE/Brasil, 25':15''. UNICAMP / CNPq / Verthic, 2018.
Sinopse: Em 2015, o território Pankararu contava com 20 escolas, um Museu Escola, aproximadamente 200 professores indígenas e 3.000 alunos. O filme, realizado durante intercâmbio entre professores indígenas do Médio Xingu e os Pankararu, traz depoimentos e entrevistas sobre o processo de contrução do projeto de Escola diferenciada Pankararu, suas motivações, conquistas e entraves e desafios.
Links para o filme:


- Versão legendada em português: 

- Verão legendada em inglês: https://vimeo.com/464703570 (VIMEO) https://youtu.be/WsKmlCrnEn4 (YOUTUBE)


Pankararu School: Travel through a territory of indigenous education. Directed by José Maurício Arruti and Raphael Malta Clasen. Recife / PE / Brasil, 25 ': 15' '. UNICAMP / CNPq / Verthic, 2018.
Synopsis: In 2015, the Pankararu territory had 20 schools, a School Museum, approximately 200 indigenous teachers and 3.000 students. The film, made during an exchange between indigenous teachers from the Middle Xingu and the Pankararu, features testimonies and interviews about the construction process of the Pankararu Indian School project, its motivations, achievements and obstacles and challenges.
Link to the film subtitled in English: https://vimeo.com/464703570 (VIMEO)  e https://youtu.be/WsKmlCrnEn4 (YOUTUBE)

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Indigenous and Afrodescendant Spaces in Latin American Cities


Vol 11, No 2 (2019)

Indigenous and Afrodescendant Spaces in Latin American Cities, Federica Morelli and Sofia Venturoli editors

Table of Contents

DOSSIER

Claudia Briones
1-12
Cláudia Damasceno Fonseca
13-33
Wilhelm Londoño
34-60
Javier González Díez
61-81
Carlos Andrés Meza
82-108
Ingrid D'Esposito
109-133
José Maurício Arruti
134-167
Sofia Venturoli
168-193
Oscar Espinosa
194-218
Johanna Leinius

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Ensayos de etnografía teórica - Tierras Bajas de América del Sur (Coord.: Óscar CALAVIA SÁEZ)



Ensayos de etnografía teórica
Tierras Bajas de América del Sur

ISBN 978-84-947085-9-6

ÓSCAR CALAVIA SÁEZ

No hay título posible que dé cuenta de un panorama tan diverso como el que se ofrece en las páginas que siguen. Hablar de «reflejo» es un tópico ya muy gastado. Los indios de las tierras bajas, supuestamente desnudos (pinturas o adornos no parecían contar como tales para quien entendía la ropa como una manera de velar «vergüenzas»), son probablemente la parcela de la humanidad sobre la que se han proyectado más ideas. Todas les probaban bien: espejo de la naturaleza, anarquistas o comunistas primitivos, caníbales feroces. Ellos mismos no han dado muestras de una menor inclinación a esa proyección: cientos de relatos amerindios comienzan con ese cazador que, mirando a través de la superficie de un lago, descubre otro universo que equivale al suyo, y eso se extiende a otros reflejos: en la ciudad de los blancos se adivina la ciudad de los espíritus; en las pirañas o las anacondas colosales de sus películas de terror exótico se reconocen las bestias primigenias y auténticas, mucho más poderosas que sus réplicas corrientes. (Óscar Calavia Sáez)

ÍNDICE

Introducción: A través del reflejo (Óscar CALAVIA SÁEZ)

Valeria MACÉDO: Dueños, cuerpos, embalajes. Emparentamientos y eclipsamientos en las alteridades guaraní

Antonio GUERREIRO: Jefes (y) enemigos: poder y política en las tierras bajas suramericanas

Florencia TOLA: Conflictos ontológicos y ambigüedad en la relación de los tobas (qom) con el territorio

Laura PÉREZ GIL: Sobre la mezquindad, la envidia, los parientes y los otros: chamanismo y violencia en la Amazonía peruana

Aristoteles BARCELOS NETO: Visiones del tabaco: visiones y objetos chamánicos wauja, Alto Xingu

Geraldo ANDRELLO: Sobre hermanos y cuñados. Formas de la diferencia en el Uaupés (noroeste amazónico)

Gabriela PELUSO: Mujeres Ese Eja: conflicto social y la actuación social del género en la Amazonía boliviana y peruana

José Maurício ANDION ARRUTI: Otras Tierras Bajas: Cosmopolítica y afirmación étnica Pankararu entre el sertão y la metrópolis

Douglas FERREIRA GADELHA CAMPELO: Habitar lo cromático: palabras y sonoridades torcidas en el consumo tikmu,un de bebidas alcohólicas (kaxmuk)

Bruno HUYER y Miguel CARID: Entre dioses y blancos: procesos guaraní-mbya de identificación, alteración y mestizaje

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Lançamento do documentário "Escola Pankararu: Viagem por um território da educação diferenciada" na 43a ANPOCS

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MOSTRA DE FILMES
  • A vida é um remanso.  
    Pâmilla Vilas Boas Costa Ribeiro (USP).2017 . Ponto Chique, São Romão, São Francisco/MG. 23min51seg.
  • (Des)integração.  
    Leonardo Alcântara (Inst. Metod. Granbery). 2018. Juiz de Fora/MG. 30 min.   
  • Escola Pankararu: Viagem por um território da educação diferenciada.  
    Raphael Malta Clasen (Limbo Filmes) e José Maurício Arruti (Unicamp). 2018. Recife/PE. 25min15seg
  • Fè Mye Talè – Tudo vai ficar bem, logo.  
    Henrique Lahude (NAVISUAL/UFRGS). 2018. Encantado/RS. 16min.
  • Revolução Silenciosa: 10 anos de cotas raciais na UFSC.
    Lucas Krupacz (CEA/USP). 2018. Florianópolis/SC. 23min31seg.
  • Tudo tem kusiwa.  
    André Lopes (SAMI/IPHAN) e Dominique Tilkin Gallois (USP). 2017. São Paulo e Pedra Branca do Amapari. 25 min.
  • Voz dos Sinos.  
    Thiago de Andrade Morandi (UFSJ). 2017/2018. São João del Rei/MG. 9min.
  • Vozes da Resistência.
    Fernanda Sanglard e Victor Zaiden (Integrantes da Comissão da Verdade em Minas Gerais). 2018. Belo Horizonte e Juiz de Fora/MG. Brasil. 23m52s














INFORMAÇÕES SOBRE O DOCUMENTÁRIO

Título completo: Escola Pankararu: Viagem por um território da educação diferenciada 

Direção: José Maurício Arruti E Raphael Malta Clasen

Ano da produção/realização: 2018

Local (cidade, sigla do estado e país) da produção: Recife/PE/Brasil

Tempo de duração em minutos (conforme citado no edital não deve exceder 30 minutos): 25:15

Suporte de Captação: Digital Full HD

Suporte de Exibição: Digital H264 Full HD

Vínculo institucional dos autores/realizadores: José Maurício Arruti (UNICAMP); Alessandra Traldi Simoni (UNICAMP) e Raphael Malta Clasen (Limbo Filmes)

Vínculo institucional da realização da obra (se houver): UNICAMP, CNPq, Verthic.
Outras informações pertinentes: As filmagens foram feitas em 2015 e o filme foi finalizado em 2018.

Sinopse: O filme, realizado durante intercâmbio entre professores indígenas do Médio Xingu e Pankararu, traz depoimentos e entrevistas sobre a Escola Pankararu: as motivações, as propostas, os entraves e desafio enfrentados pelo povo Pankararu n a construção de seu sistema de educação diferenciada, que contava, em 2015, com 20 escolas estadualizadas nas Terras Indígenas Pankararu e Entre-Serras (PE), onde aproximadamente 200 professores lecionam para 3.000 alunos. O sistema escolar Pankararu também conta com um Museu Escola, local em que conhecedores de diversas técnicas e práticas de artes e artesanatos são compartilhadas com os alunos, proporcionando a transmissão de saberes do patrimônio material e imaterial. 


Links para o filme:
- Versão legendada em português: https://vimeo.com/464701837
- Verão legendada em inglês: https://vimeo.com/464703570

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Pankararu são convidados pela Cátedra Kaapora, da UNIFESP, para evento sobre 80 anos da Missão Folclórica


Logotipo da Unifesp
Dia 7 de novembro, Teatro Adamastor Pimentas, Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (EFLCH/Unifesp) - Campus Guarulhos.
Mais de 120 estudantess e professores de diferentes cursos da EFLCH/Unifesp participaram do evento Os trajes de encantados Pankararu: da Missão de Pesquisas Folclóricas à São Paulo de hoje, promovido pela Cátedra Kaapora, vinculada à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec). Além de representantes da comunidade Pankararu que vive em São Paulo (cerca de 180 famílias), participaram de uma mesa de debate o etnomusicólogo Alberto Ikeda, professor aposentado da Universidade Estudual Paulista (Unesp) e membro da Kaapora, e o antropólogo José Maurício Arruti, professor na Universidade Estudual de Campis (Unicamp). 

Pankararu portal 1
Os praiás Pankararu na Unifesp (Foto: Valéria Macedo)

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terça-feira, 31 de julho de 2018

Histórias de Vida e Cura: Migração e práticas xamânicas entre os Kariri-Xocó e os Pankararu

XXVI CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA UNICAMP
17 a 19 de Outubro 2018

Histórias de Vida e Cura: Migração e práticas xamânicas entre os Kariri-Xocó e os Pankararu

Gabriela Cassimiro da Silva

Resumo
O presente trabalho contempla os grupos indígenas Pankararu (PE) e Kariri-Xocó (AL) em suas dinâmicas de mobilidade entre suas respectivas aldeias e o município de São Paulo. Foram observados tanto os significados e símbolos presentes nos relatos de agentes de cura de ambas etnias como as experiências pessoais decorrentes de cada processo migratório.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Grupo de Estudo 'Os Pankararu na metrópole: Antropologia e Saúde'


  • O grupo
  • Objetivos
  • justificativa
  • Contexto
  • Cronograma




O grupo


Este grupo de estudos foi criado em dezembro de 2017 em uma parceria entre a Associação Indígena SOS Pankararu, a equipe de saúde da UBS - Unidade Básica de Saúde Real Parque (bairro Morumbi, São Paulo) e pesquisadores do  CPEI da UNICAMP (Linha de Pesquisa 'Territórios indígenas: territorialidades, territorializações, sobreposições e urbanidades') em reuniões mensais no Real Parque. Seu objetivo é compartilhar experiências no campo da prática da Saúde Indígena e discutir trabalhos de pesquisa já finalizados ou em curso.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

CONFIGURAÇÕES HISTÓRICAS DE UM CONFLITO – os pankararu e os posseiros



Colaboração ao Observatório Socioambiental
Página de apoio aos povos indígenas, comunidades tradicionais em situação de vulnerabilidade por conflitos territoriais e que sofrem racismo socioambiental

"Nos embates públicos que marcam a disputa em torno das terras Pankararu, é comum que os “posseiros” (ocupantes não indígenas) mobilizem constantemente dois tipos de argumentos contra as reivindicações territoriais pankararu e em favor de sua própria permanência nas terras já demarcadas como indígenas. De um lado, argumentam que não haveriam distinções significativas entre famílias indígenas e não indígenas, tanto do ponto de vista material, quanto do ponto de vista social, reivindicando em favor disso os constantes casamentos entre os dois grupos, quase sempre de um jovem posseiro com uma jovem indígena. Neste caso, a distinção entre índios e não-índios seria uma "invenção" da Funai. De outro lado, colocam-se na posição de grupo ameaçado de expropriação de posses ancestrais, sem garantia de reassentamento, de forma que a sua luta seria apenas mais um capítulo da luta pela terra no Brasil. Este texto não tem a intenção de responder tais argumentos, tarefa que cabe legitimamente aos próprios pankararu, mas tecer comentários sobre eles, tomando por base uma breve reconstituição das diferentes configurações histórico-discursivas deste conflito..."

Artigo disponível em: https://terrasindigenas.org.br/pt-br/noticia/183784

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Reproducción y ruptura: cuerpo subalterno en movilidad


Toré pankararu no Brejo dos Padres, 2000, J. M. Arruti
El pankararues un pueblo indígena del noreste de Brasil, que se encuentra en la área del Río San Francisco, una región conocida como ‘sertão’. El pueblo de ‘Brejo dos Padres’ emerge en torno a 1800.

A menos de cien años más tarde, sin embargo, la política de tierras del Imperio de Brasil decretó la fin de todos las reducciones indígenas de la región del Nordeste, considerándolasmestizas y listas para sere integradas a la civilización.

El impacto de esta acción imperial fue brutal y llevó a la dispersión de varios grupos familiares en los estados vecinos de Bahía y Alagoas. Cuando cada uno de estos grupos familiares se fija en un territorio, busca su propioetonimo: con la ayuda de los pankararu, estos grupos empiezan un trabajo chamánico que revela el vínculo con uno ‘Encantado’ del panteón pankararu. ‘Encantados’ son personas que han descubierto el secreto para no morir y viven en un mundo paralelo al de los humanos ordinarios, pero actuando sobre ellos. Por lo tanto surgen (y siguen surgiendo) losPankararé, losJeripankó, losKalankó, losKoipanká y otros seis grupos que forman las "puntas de ramas'pankararu.

En 1935, el naturalista Carlos Estevão escribe un artículo que describe por primera vez, los indígenas del Nordeste, sus creencias, rituales y cultura material, que diódestaque a lospankararu. En 1940, la agencia oficial indígena reconoce la existencia de indígenas en la región y demarca las tierras de pankararu.

Una década más tarde, con las sequías en el noreste y el desarrollo de la industria en el sureste (especialmente Sao Paulo) comienza un intenso flujo migratorio entre las dos regiones. los pankararu comienzan a migrar a Sao Paulo igualmente que la populación no indígenade lo nordeste, y se centran en una área de expansión urbana de Sao Paulo, dando lugar a una especie de aldeia fuera de su territorio en el barrio de ‘Real Parque’.

En 1940, lospankararueran alrededor de 1.000 personas en Brejo dos Padres. Hoy en día son 7000 (crecieron siete veces en setenta años). Nuestro proyecto de investigación levó a cabo un censo en el Real Parquelocalizando 180 familias indígenas, alrededor de 700 personas. El diez por ciento de la población del interior.

Desde la década de 1940 se ha creado un flujo migratorio entre pueblo y ciudad que permanece constante: los pankararu siguencirculando entre la aldeiay la metrópoli. Hay un autobús informal que va desde y hacia SP para el pueblo cada 15 días. En el comienzo del año, puede ser de hasta 20 autobuses que hacen esta ruta.

Nuestra investigación tiene como objetivo estudiar esta relación sistemática entre el pueblo y la ciudad: su lugar en las historias personales, en la organización familiar, y en la estructura etnica. También estamos interesados en la manera de ser indígena en las metrópolis: la etnicidad como performance; los cambios en sus rituales y prácticas chamánicas; los cambios en el diseño de lo que es ser indígena y pankararu; sus logros en el campo de los derechos étnicos.

Dos aspectos deben destacase sobre tales logros: la Asociación pankararu logró crear el único centro de salud para indios en la metrópoli, situado en el ‘Real Parque’. También fue esta asociación que negoció el establecimiento de un sistema de cuotas para los indios de la universidad Católica de Sao Paulo, donde muchos de sus jóvenes estudian hoy.

En esta presentación, quisiera presentar la complejidad de estos procesos, combinados a través de la historia de Bárbara (nombre ficticio). Bárbara, mujer pankararu de 49 años, es "agente de salud indígena" en el ‘Real Parque’ desde hace 10 años.

Como agente de salud indígena, Bárbara visita cerca de 10 familias pankararuen un día y cubre toda la población pankararu lo largo de cada mes. Durante estas visitas, Bárbara llena un informe y identifica problemas que reenvía al médico en la clínica.

A menudo se identifican problemas de salud que no pueden ser resueltos por el médico, porque son de carácter espiritual. En tales casos, ella se encarga de dar tratamiento a la enfermedad, a través de prácticaschamánicas. En el mismo momento de la visita se hace una 'reza' (para esto, encarna uno de los ‘Encantados’ pankararu), pero si la situación es más grave, es necesario programar una 'mesa' o 'plato' - ritual nocturno y de carácter familiar ya que proporciona alimentos al‘Encantado’ y puede durar toda la noche.

Hoy en día gran parte de la población indígena de ‘Real Parque’ quiere que sea presidente de la asociación - que esta sin lider. Esto, sin embargo, nose relaciona de manera lineal con su historia de vida.

Bárbara fue criada por su madre,pues su padre era alcohólico y violento. Ella quedó embarazada y se casó a los 12 años, con un chico poco mayor que ella. Ella tuve otros niños a los14 y a los 16 años, hasta que una amiga de la ciudad le informó sobre la existencia de las píldoras anticonceptivas, que ella comenzó a tomar escondida de su marido y su suegra. Por el hecho que pasaron dos o tres años sin que ella quedara embarazada, su suegracomenzó a presionarla para saber lo que estaba ocurriendo. El joven esposo no participó mucho este conflicto porque pasaba todo el tiempo en las fiestas, habiéndole prohibido de participar.

Esto creó en Bárbara un gran deseo de migrar a Sao Paulo. Ella guarda un poco de dinero y se escapa de la casa, dejando a sus niños pequeños con su madre. En SP se establece en el barrio ‘Real Parque’ y se vuelve a casar. En los años siguientes trabaja mucho para comprar ropa para llevarla a sus hijos en la aldeia a final de año. Cuando su madre muereella lleva sus hijos a SP.

A lo largo de este proceso, difícil y conflictivo, que incluye otros matrimonios y separaciones, Bárbara descubre el don de ser rezadera y lo desenvuelvecurando los Pankararuen Sao Paulo. Por lo tanto el grupo indica a ella para la posición de "agente de salud indígena". Eso le da estabilidad material, pero también eso le costa mucha energía espiritual y corporal. Por eso desgaste non acepta la invitación para ser presidenta de la asociación.

La historia es rica y compleja, pero me gustaría utilizar este breve informe para poner de relieve algunos aspectos que estamos desarrollando en nuestra investigación:

- La fuga de barbara del pueblo a SP es un camino de negación de la estructura de dominación de género yfamiliardel pueblo;

- Esta negación se hace posible a travésdel descubrimiento de la medicina farmacológica en forma de medicamentos anticonceptivos;

- SP aparece en el horizonte de posibilidades gracias a la red étnica formada en las cuatro décadas anteriores;

- A llegar a la metrópoli, todos los esfuerzos Bárbarason para mantener a su propia familia, en un modelo de familia completamente diferente con respecto a la aldeiaPankararu, que se centraen la independencia de la mujer:sua, de su madre y de sus hijas;

- Después de negar la tradición étnica en forma de estructura de género de la familia, se encarga de reconstruir la relación con la tradición a través de un don religioso que articula la solidaridad colectiva, a través del servicio de sanidad;

- Este mismo servicio de salud, no niega, sino que está ligado a la medicina farmacéutica.

- Si, por un lado, la migración masculina pankararu ha sido visto como una estrategia de mantenimiento de la familia tradicional, por otro lado, la migración femenina rompe con las estructuras tradicionalesy generara por otros modelo. Modelos que proponen una compleja interacción entre continuidades y discontinuidades, que desafían las teorías de etnicidad y que estamos tratando de explorar.

Resumo estendido da apresentação no Panel 'Pueblos indígenas en las metrópolis
' do XXXV International Congress of the Latin American Studies Association (trake: AFR / Afro-Latin/Indigenous Peoples
)

terça-feira, 2 de maio de 2017

Ciudades indígenas e indígenas en las ciudades. Reflexiones sobre movilidad y flujos culturales en la urbanización indígena



SIMPOSIO
CIUDADES INDÍGENAS E INDÍGENAS EN LAS CIUDADES. REFLEXIONES SOBRE MOVILIDAD Y FLUJOS CULTURALES EN LA URBANIZACIÓN INDÍGENA
SIMPOSIO

Coordinadores
José Mauricio Arruti - UNICAMP, Brasil
Margarita Chaves (chaves.margarita@gmail.com) - ICANH, Colombia

Comentaristas
Claudia Briones
 - UBA y UNRN, Argentina
Eduardo Kingman Garcés
Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales FLACSO, Ecuador

Resumen
El panel propone una reflexión sobre los indígenas que viven en ciudades. Articula varios planos de observación, así como múltiples abordajes metodológicos que la antropología latinoamericana aún ha explorado poco. Por una parte, estudia las migraciones internas (forzadas o voluntarias) hacia las ciudades y los nuevos espacios que los indígenas han construido en las periferias urbanas, sus dinámicas socio-culturales, relaciones de poder, categorías identitarias y lenguajes de sociabilidad. Por otra, la movilidad y la circulación indígena entre lugares de origen y ciudades, sus modalidades, y los flujos de humanos y no-humanos que se establecen entre estos espacios heterogéneos, así como las redes y los territorios que allí configuran. En síntesis, se interesa por los procesos relacionales que los indígenas (re)crean en estos nuevos espacios de identificación, la manera como llevan a cabo sus demandas de reconocimiento ante los gobiernos locales y nacionales, y los nuevos desafíos que ellos identifican a partir de su inserción en las ciudades. En este sentido, la reflexividad cultural provocada por la escolarización y los consiguientes ajustes cosmológicos rituales y sociales exigidos por el contexto urbano también son objeto de reflexión en el simposio.
Reuniremos antropólogos indígenas y no indígenas de ambos sexos, con experiencia en investigación en los contextos amazónicos brasilero y colombiano, en las regiones del nordeste y sureste del Brasil, en los Andes y la Patagonia. Sus presentaciones convergen sobre los procesos de reconocimiento de derechos en los marcos jurídicos nacionales e internacionales, los viejos estereotipos que afloran en estos procesos y sus formas renovadas a partir de los cambios recientes. Teniendo como punto de partida las redes y luchas políticas indígenas y sus ciclos de protesta, las presentaciones articularán discusiones sobre territorio, movilidad, cosmopolítica, parentesco, género, corporalidad y educación.

Ponentes

SESIÓN I
JUEVES 8 DE JUNIO 9:00 – 11:00 AM

Negociación cultural y política enelespacio público de laciudad: el caso delpuebloshipibo-konibo de la Amazonía peruana

- Oscar Espinosa
, Pontificia Universidad Católica del Peru (PUCP), Perú

Sustentabilidade e Governança: O Conselho de Povos e Comunidades Tradicionais no Amazonas
- Jean Ricardo R. Maia,
 IPDA - Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Amazonico, consultor autonomo e Antropólogo (Fettagri, UNMP-AM, ASSIPAQ - Rede Sapupema), Brasil

Trayectorias Siona en el Putumayo urbano contemporáneo
- Pedro Musalem
, Estudiante Programa de Pós-graduação em Antropología Social Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil

Palabras y tránsitos de mujeres uitoto en Bogotá.
- Juana Valentina Nieto
Programa de Pós-graduaçãoem Antropología Social Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil

SESIÓN II
JUEVES 8 DE JUNIO 11:00 - 1:00 PM

Reconocimiento multicultural y urbanización indígena en Puerto Asís, Putumayo/ Movilidad espacial y social en la urbanización indígena amazónica. Reflexiones sobre espacio, territorio, movilidad y desafiliación

- Giselle Nova Varela y Margarita Chaves, ICANH, Colombia

Mujeres indígenas y nuevos espacios políticos en la ciudad: Las oficinas de Asuntos Indígenas en la Región Metropolitana de Chile

- Claudio Espinoza Araya
Universidad Academia de Humanismo Cristiano/ Centro de Estudios Interculturales e Indígenas, Chile

Dormitorio Indígena Municipal, migración y modernidad en la ciudad de Quito
- Erika Bedón
Latinoamericana de Ciencias Sociales FLACSO, Ecuador

Habitar o mundo: mobilidade e urbanidade pankararu
- José Maurício Arruti UNICAMP, Brasil

SESIÓN III
JUEVES 8 DE JUNIO 2:00 – 4:00 PM

Lo comunitario y lo privado en la refulgente ciudad dual
- Huáscar Gastón Bolívar Vallejo, Universidad Mayor de San Simón, Bolivia

Expresiones religiosas entre los mayas urbanos del altiplano chiapaneco
- Gabriela Robledo Hernandez Ciesas Sureste, México

El pueblo yukpa desde sus territorios de origen a las dinámicas urbanas
- Johnny Alarcón Puentes
Universidad del Zulia. Facultad Experimental de Ciencias. Departamento de Ciencias Humanas, Venezuela

“Tem gente aca não quer ser índio, lá sabem, aqui não sabem”. Pankararé en São Paulo, Brasil
- Sofia Venturoli
Dipartimento di Culture, Politica e Società - Università di Torino, Italia

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Pueblos indígenas en las metrópolis



XXXV International Congress of the Latin American Studies Association

Trake: AFR / Afro-Latin/Indigenous Peoples


Monday, 6:00pm - 7:45pm, A308

Panel 1163 - Pueblos indígenas en las metrópolis


Chair: José Maurício Arruti, UNICAMP


Subjetivaciones indígenas rur-urbanas en Argentina
- Claudia N Briones, CONICET

De Cuerpo y Territorio a ‘Cuerpo como Teritorio’: Las Cosmopolíticas del Encuentro entre Mujeres Indígena- Campesinas y el Movimiento Feminista en Perú
- Johanna Leinius

Trayectorias migratorias de los nativos Shipibo-Conibo en Lima: estudio de caso en la comunidad de Cantagallo, Rímac
- Javier Ávila Molero

Del sertão a la metrópolis y vuelta: Pankararù y Pankararé en Sao Paulo
- Sofia Venturoli, Università di Torino y José Maurício Arruti, UNICAMP