sexta-feira, 27 de maio de 2022

Encarceramento de pessoas indígenas como problema jurídico-antropológico

Seminários LaPPA



Data: 27 de maio de 2022

Horário: 16h às 18h (virtual)



Ementa:

Opresente seminário busca explorar a temática do encarceramento de pessoas pertencentes a povos indígenas como problema jurídico-antropológico. A partir do aprofundamento com os debatedores convidados, visando potencializar a luta dos povos originários, propõe-se averiguar o papel da antropologia e dos antropólogos diante dos desafios e limites do processo judicial criminal e do aprisionamento de pessoas indígenas e das possibilidades de alternativas à prisão e soluções próprias de conflitos.






Transmissão no canal do yutube do IFCH:
https://www.youtube.com/watch?v=lYbaTtVJV3A


Palestrantes:
  • Caroline Hilgert – Assessora jurídica do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e do Instituto das Irmãs da Santa Cruz (IISC) e mestranda em Antropologia Social pela Unicamp.
  • Ivo Cipio Aureliano – Ivo Macuxi, como também é conhecido, éadvogado e desde 2018 integra o Departamento Jurídico doConselho Indígena de Roraima (CIR).
  • Gustavo Hamilton Gustavo Hamilton Menezes é doutor em antropologia social pela Universidade de Brasília, com pós-Doutorado na área de antropologia jurídica pela Universidade de Columbia Britânica, no Canadá.
  • Jorge Eremites de Oliveira – Professor do Departamento de Antropologia e Arqueologia da UFPel.
Mediação: Prof. José Mauricio Arruti




quinta-feira, 26 de maio de 2022

Podcast Mundareu #19 - Quilombo do Mocambo


Hoje é dia 27 de maio de 2022. A comunidade do Mocambo, no estado de Sergipe, está em festa. Comemora 25 anos da homologação das suas terras, do reconhecimento pelo Estado Brasileiro ao Mocambo, como uma comunidade remanescente de quilombo. Foi a primeira comunidade quilombola de Sergipe, e a quarta do Brasil! E José Maurício Arruti ajudou no laudo antropológico do processo. Vamos nos juntar à celebração deles e conhecer um pouco da história de Paulameire Acácio, professora na “Escola Estadual Quilombola 27 de maio”, em diálogo com Arruti.















https://mundareu.labjor.unicamp.br/?p=1891

sábado, 26 de março de 2022

Relatório de dois anos do Afro-Cebrap (2020-2021)

Em novembro de 2022 o AFRO completou dois anos de sua criação e produzimos um relatório com um balanço de todas as atividades que desenvolvemos durante este período.

O relatório segue abaixo.
Clique na imagem para acessar





terça-feira, 15 de março de 2022

Disciplina EX003 - QUILOMBOS E ESFERA PÚBLICA

Disciplina EX003 - QUILOMBOS E ESFERA PÚBLICA


Ementa

A existência de comunidades quilombolas no Brasil contemporâneo foi reconhecida muito recentemente. Elas se tornaram sujeitos de direito apenas como a Constituição de 1988, e as políticas públicas destinadas elas começaram a ser elaboradas apenas a partir de 2003, ainda assim, sobre frequente contestação, descontinuidades e graves ameaças. As ações de regularização fundiária dos territórios quilombolas, iniciadas no governo Lula, foram fragilizadas ainda no governo Dilma, interrompidas no governo Temer e estão sob o risco da total destruição no governo Bolsonaro. O atual presidente é prolífico em manifestações racistas e em promessas públicas de denegação dos direitos quilombolas. Enquanto isso, a imprensa mantém um largo desinteresse pela temática, o que decorre tanto quanto alimenta a desinformação da sociedade em geral sobre a temática. Diante deste quadro, são necessárias ações que tenham em vista a produção de informação qualificada, a partir do contato direto com as comunidades, os movimentos quilombolas, seus apoiadores e estudiosos, destinada à opinião pública, ao legislativo, ao judiciário e aos elaboradores e operadores de políticas públicas. Esta disciplina busca refletir e produzir a partir desta problemática, por meio da análise combinada da bibliografia, dos documentos públicos, das vozes quilombolas e dos modos pelos quais materiais são veiculados na imprensa, conformando uma opinião pública, um repertório de argumentos e justificações pros e contra as demandas e até mesmo a existência dessas comunidades.


Objetivos

A disciplina tem por objetivo introduzir o aluno de Ciências Sociais e Humanidades na temática quilombola, assim como na extensão universitária vinculada ao tema. A disciplina oferece formação teórica, técnica e prática nos campos da comunicação e difusão científica; da formação de professores (Educação Escolar Quilombola e Lei 10.639); e na colaboração direta em uma ação do campo da extensão universitária envolvendo entidades de pesquisa (não universitárias) e organizações do movimento quilombola. Para isso, a disciplina está dividida em quatro módulos: (i) introdução teórica à temática quilombola; (ii) oficinas sobre comunicação e mediação do conhecimento científico-acadêmico; (iii) treinamento técnico e prático, por meio da participação na produção do volume de relatórios dedicados ao acompanhamento crítico e ao balanço semestral das notícias sobre a temática quilombola veiculadas na imprensa nacional, regional e local, e mídias sociais, e (iv) produção de materiais didáticos ou paradidáticos com base nesses relatórios. Esta disciplina será oferecida em parceria com o Departamento de Ciências Sociais da Faculdade de Educação (FE) e com o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri). Parte das aulas do módulo 3 serão oferecidas nas instalações do Labjor.


Programa


I. MÓDULO TEÓRICO:

1. História dos Quilombos
2. Direitos dos Quilombos
3. Educação nos quilombos
4. Antropologia dos Quilombos


II. MÓDULO OFICINAS:

5. Jornalismo Científico
6. Mediação pedagógica


III. MÓDULO LABORATÓRIO:

7. As ferramentas MediaCloud e NVivo.
8. Cont.
9. A coleta e classificação de notícias.
10. Cont.
11. A redação e edição da notícia científica, escrita e em podcast.
12. Cont.
13. Cont.
14. Cont.
15. Seminário de encerramento