domingo, 1 de abril de 2012

Textos sobre Quilombos


Livros, artigos e relatórios
por  José Maurício Arruti e colaboradores







(Festa de São Benedito, Conceição da Barra/ES, 2005, por J. M. Arruti)




2017. Conceitos, normas e números: uma introdução à educação escolar quilombola. Revista Contemporânea de Educação, v. 12, n. 23, pp 107-142.
texto

2016. Entre campo e cidade: quilombos, hibridismos conceituais e vetores de urbanização. Direitos quilombolas & dever de Estado, 25 anos da Constituição Federal de 1988 / organização de Osvaldo Martins de Oliveira. – Rio de Janeiro : Associação Brasileira de Antropologia, p. 241-254. 
texto

2016. Reintroduzindo o relatório histórico-antropológico do Mocambo de Porto da Folha vinte anos depois. Revista Ambivalências, v. 4, p. 177-253.
texto

2014. Quilombos e cidades: breve ensaio sobre processos e dicotomias. In: Patrícia Birman; Márcia Pereira Leite; Carly Machado; Sandra de Sá Carneiro. (Org.). Dispositivos urbanos e trama dos viventes: Ordens e Resistências. 1ed.Rio de Janeiro: FGV, v. 1, p. 217-238.

2014. /com Ricardo de Sampaio Dagnino, Marta Maria do Amaral Azevedo, Alessandra Traldi Simoni, Bárbara Roberto Estanislau, Thaís Tartalha, Monika Dowbor e Danilo Torini / Contribuição metodológica ao estudo demográfico da população quilombola no Brasil. Trabalho apresentado no XIX Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP / Sessão Temática: Dimensão demográfica nos estudos de territórios de populações tradicionais.

2013. Sobre políticas de reconhecimento e sobreposições territoriais: apresentação do Dossiê. Ruris (Campinas), v. 7, p. 7-17.
texto

2012. /Com HEYMANN, Luciana. Q./ Memória e reconhecimento: notas sobre as disputas pela gestão da memória na França e no Brasil hoje. In: Marcia De Almeida Gonçalves, Helenice Aparecida Bastos Rocha, Luís Reznik, Ana Maria Monteiro. (Org.). Qual o valor da História Hoje?. 1ed.Rio de Janeiro: FGV, v. 1, p. 135-160.
texto

2011. Agenciamentos Políticos da "Mistura": Identificação Étnica e Segmentação Negro-Indígena entre os Pankararú e os Xocó. In: Maria Rosário de Carvalho; Edwin Reesink; Julie Cavignac. (Org.). Negros no Mundo dos Índios - imagens, reflexos, alteridades. 1 ed. Natal: Editora da UFRN, 2011, v. 1, p. 291-336.

2011. Diferenciar, redistribuir, reconhecer: ensaio de atualização dos debates sobre terra e educação para quilombos. Cadernos de Campo, n. 20 (2011), USP.
texto

2011. Da Educação do Campo à Educação Quilombola: Identidade, Conceitos, Números, Comparações e Problemas. Raízes - Revista de Ciências Sociais e Economia, Volume 31, N° 1 - jan-jun.

2010. A negação do território: estratégias e táticas do processo de expropriação na Marambaia. In: Emmanuel de Almeida Farias Júnior. (Org.). Caderno de Debates Nova Cartografia Social No. 02 - Territórios Quilombolas E Conflitos No Brasil. Belém: NAEA/UFPA, v. 2.
texto

2009. Quilombos. Jangwa Pana, v. 8, p. 102-121.
texto

2009. Políticas Públicas para quilombos: terra, saúde e educação. In: Marilene de Paula e Rosana Heringer. (Org.). Caminhos Convergentes - Estado e Sociedade na Superação das desigualdades Raciais no Brasil. 1ed.Rio de Janeiro: Fundação Henrich Boll, Action Aid, , v. 1, p. 75-110. 
texto

2009. Notas sobre as iniciativas federais em educação no contexto das políticas públicas para quilombos. In: Secretaria de Estado da Educação. (Org.). Educação escolar quilombola: Pilões, Peneiras e Conhecimento Escolar. 1ed.Curitiba: Secretaria de Estado da Educação, v. 1, p. 13-31. 

2008. Quilombos. In: Osmundo Pinho; Lívio Sansone. (Org.). Raça ? Novas Perspectivas Antropológicas. 1ed.Salvador: EDUFBA, v. 1, p. -.
texto

2008. /com WILLEMAN, E. M./ Programa Egbé - Territórios Negros: reflexões sobre um projeto de desenvolvimento local em base a identidade racial. O Social em Questão, v. 18, p. 185-198. 

2008. Apresentação: uma visão da conjuntura quilombola (Dossiê "Contexto Quilombola"). Tempo e Presença (Impresso), v. 11, p. 4-5. 
texto

2008. Políticas públicas para quilombos - Um ensaio de conjuntura a partir do exemplo da Saúde. Tempo e Presença (Impresso), v. 11, p. 6-10.
texto

2007. “Uso comum, regularização fundiária e mercado de terras - estudo de caso no Cangume (Vale do Ribeira / SP)”. In: Prêmio Territórios Quilombolas 2a. edição, edited by Renata Leite; Paulo Melo, 230-269. Brasília: MDA / NEAD.texto

2006. Mocambo: Antropologia e história do processo de formação quilombola. 368 pg. Bauru: Edusc/ANPOCS.
texto

2006. “Qual a contribuição do debate sobre comunidades quilombolas para o debate sobre racismo ambiental?”. In: Racismo Ambiental – I Seminário Brasileiro contra o Racismo Ambiental., edited by S. Herculano; T. Pacheco (orgs). e ed 1, 230-245. Rio de Janeiro: FASE.

2005. O "quilombo-como-metáfora" e a Marambaia. Em: Dossiê da Marambaia: Textos / Observatório Quilombola.
texto

2005. "Etnografia e História no Mocambo: notas sobre uma ‘situação de perícia’". In: Laudos periciais antropológicos em debate / Organizadora Ilka Boaventura Leite. – Florianópolis : Co-edição NUER/ABA, pp. 113-136.
texto

2005. /Com André V. Figueiredo/ “Processos cruzados: configurações da questão quilombola e o campo jurídico no Rio de Janeiro”. In: Boletim Informativo NUER, v.2, 77-94.

2005. /coord./ “Quilombos do Sapê do Norte: as comunidades negras rurais dos municípios de Conceição da Barra e São Mateus – ES”. Rio de Janeiro: KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço, 75 p.
texto

2005. /org./ “Dossiê da Marambaia”. Observatório Quilombola.
texto

2003. “De como a cultura se faz política e vice-versa: sobre religiões, festas, negritudes e indianidades no Nordeste contemporâneo”. In: Comunidade Virtual de Antropologia.
texto

2003. “Relatório Técnico Científico Sobre Os Remanescentes Da Comunidade De Quilombo De Cangume - Município De Itaóca (SP)”. São Paulo: Itesp, 191 Pg.
texto

2002. “Emergencia étnica, conquista territorial y conflito entre comunidades indígenas y negras em Brasil y Colômbia - notas exploratórias”. El Otro Derecho, v.26-27, 99-112.
texto

2002. “Agenciamentos políticos da 'mistura': identificação étnica e segmentação negro-indígena entre os Pankararu e os Xocó”. Estudos Afro-Asiáticos, v.23, 211-395.
texto

2002. /coord./ Relatório Parcial de caracterização da Comunidade negra das terras de Preto Forro (bairro Angelim, município de Cabo Frio – RJ). Relatório preliminar sobre situação sócio-econômica, história e situação legal. Equipe: Alessandra Tosta, Elizete Ignácio e Mariza Rios. Rio de Janeiro: Projeto Egbé – Territórios Negros / KOINONIA – Presença Ecumênica e Serviço, abril, 58 pags.
texto

2000. “Direitos étnicos no brasil e na colômbia: notas comparativas sobre hibridização, segmentação e mobilização política de índios e negros”. Horizontes Antropológicos. , v.6, 93-124.
texto

1999. “Propriedade ou território?”. Tempo Presença, v.21, 10-14.
texto

1998. “Subversions classificatoires: paysans, indiens, noirs. Chronique d'une ethnogenèse”. Genèses (Paris), v.32, 28-50.
texto

1998. “Comunidades Negras Rurais: entre a memória e o desejo”. Tempo Presença, v.20, 15-18.
texto

1997. “A emergência dos remanescentes: notas para o diálogo entre indígenas e quilombolas”. Mana (Rio de Janeiro), v.3, 7-38.
texto

1996. Mocambo de Porto da Folha: Território, Memória e História. Parecer histórico-antropológico solicitado pelo Projeto Quilombos - Terras de Preto (Convênio CETT / Ministério da Cultura / n. E132/96-SE), Rio de Janeiro, 62pgs.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Pankararu - Introdução e bibliografia

(Toré no terreiro da Fonte Grande, 1993, por J. M. Arruti)

“Brejo dos Padres” é o nome de um pequeno vale de terras úmidas e muito férteis, localizado em pleno sertão pernambucano. Seu formato alongado, semelhante a um anfiteatro voltado para as margens do São Francisco, deve-se ao espraiamento de uma das últimas ramificações do maciço da Borborema que penetra o estado de Pernambuco, onde onde, ao alcançar as margens daquele rio, ganha o nome de Serra de Tacaratu.
Em fins do século XVIII foram reunidos ali, por obra de padres de uma missão da ordem de São Felipe Néry, um grupo de índios provenientes de diferentes tribos: ou transferidos de aldeamentos recém-extintos, ou fugidos da perseguição bandeirante, ou simplesmente recolhidos de sua 'perambulação vagabunda'. Mesmo antes, segundo o que diz a parca mas orgulhosa história oficial do município de Tacaratu, quando a missão instalou-se no local, já existia alí uma maloca indígena denominada Cana Brava, formada pela reunião de índios Pancarus, Umaus Vouvês e Geritacós, presumivelmente do grupo lingüistico Kariri.
Em 1878, um ato imperial extinguiu esse aldeamento, ocupado então por pouco mais de 350 índios. Ao extingui-lo, o governo imperial contou com a ajuda de alguns importantes membros das localidades vizinhas, Tacaratú e Jatobá, para organizar a redistribuição das terras daquele brejo entre os 'caboclos' que permaneciam ali. Foram distribuídos, então, pouco menos de 100 lotes familiares supostamente suficientes para os 'caboclos do Brejo' produzirem para suas famílias e, esperava-se, crescerem e se misturarem definitiva e livremente à população local, prosperando em seu próprio interesse e de sua Comarca.
Passados pouco mais de 60 anos, nos anos de 1930, o Serviço de Proteção ao Índio fundava no mesmo vale, denominado ainda Brejo dos Padres, o posto indígena Pankararu, reconhecendo na população local, de cerca de 1100 habitantes, legítimos remanescentes daqueles antigos habitantes do aldeamento extinto.
Hoje os Pankararu, que as estimativas oficiais dizem ultrapassar os 5000, não só cresceram e se multiplicaram como tornaram-se cada vez mais visíveis, no município, no estado e no país, saindo freqüentemente de seu torrão para apresentam o Toré nas capitais, como forma de reclamarem providências contra a invasão de suas terras. Não só não foram extintos como também se expandiram, dando origem a novos grupos, ou ajudando que outros emergissem e retomassem suas tradições.

Para conhecer um pouco mais, visite o verbete na publicação on-line
POVOS INDÍGENAS DO BRASIL


BIBLIOGRAFIA PANKARARU:

Colabore na atualização desta bibliografia enviando textos ou referências no espaço para comentários ao final

1942. ESTEVÃO, Carlos. O ossuário da "Gruta-do-Padre" em Itaparica e algumas notícias sobre remanescentes indígenas do Nordeste. Link

1978. SILVA, Orlando S. “A última dimensão indígena dos Pankararú de Itaparica, Pernambuco”. in: Anais do Museu de Antropologia. nº11.

1992. RIBEIRO, Rosemary Machado. O Mundo Encantado Pankararu. Recife: UFPE, 1992.

1993. ARRUTI, José Maurício. Pankararu. In: João Pacheco de Oliveira Filho. (Org.). Atlas das terras indígenas do Nordeste. Rio de Janeiro: Museu Nacional / PETI - Programa Estudo sobre Terras Indígenas no Brasil. Link

1994. ARAÚJO, B.M. Estudo comunicacional e o ritual O Menino do Rancho dos índios Pankararu. Recife: UFRPE. 113 p. Dissertação (Mestrado, UFRPE). Link

1995. ARRUTI, José Maurício Andion. Morte e vida do Nordeste indígena: a emergência étnica como fenômeno histórico regional. Revista Estudos Históricos, Vol. 8, No 15. Link

1996. ARRUTI , José Maurício. O Reencantamento Do Mundo: Trama Histórica E Arranjos Territoriais Pankararu.1v. 296p. Mestrado. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - ANTROPOLOGIA SOCIAL Link

1999. CUNHA, Maximiliano Wanderley Carneiro Da. A Música Encanta Pankararu. 1v. 145p. Mestrado. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO - ANTROPOLOGIA Link

1999. ARRUTI , José Maurício. 'A árvore Pankararu: fluxos e metáforas da emergência étnica no sertão do São Francisco'. Em: A Viagem da Volta: etnicidade, política e reelaboração cultural no Nordeste indígena. / João Pacheco de Oliveira (org.) / Rio de Janeiro: Contra Capa, 229-278. Link

2000. SANTOS, Moacir, VEIGA, Juracilda, SPYER, Paulo. “Os Pankararu do Estado de São Paulo. Relatório do GT FUNAI. São Paulo: FUNAI.

2001. OLIVEIRA, Maria Das Dores De. Variação Fonética Da Vibrante /¬/ Na Fala Pankararu Análise Lingüística E Sociolingüística. 1v. 100p. Mestrado. UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - LETRAS E LINGÜÍSTICA. Link

2001. SILVEIRA, Maria Luiza Dos Santos. Identidade Em Mulheres Índias: Um Estudo Sobre Processos De Transformação. 1v. 377p. Mestrado. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - PSICOLOGIA SOCIAL Link

2001. ARRUTI, José Maurício. Agenciamentos Políticos da "Mistura": Identificação Étnica e Segmentação Negro-Indígena entre os Pankararú e os Xocó. Estud. afro-asiáticos vol.23 no.2 Rio de Janeiro. Link

2002. ACIOLI, Moab Duarte. O processo de alcoolização entre os Pankararu : um estudo em etnoepidemiologia. Doutorado na Universidade Estadual de Campinas . Faculdade de Ciencias Medicas. Link

2002. MATTOS, Izabel Missagia de . O Nome “Índio”: patronímico étnico como suporte simbólico de memória e emergência indígena no Médio Jequitinhonha – Minas Gerais. cader nos de campo, n. 10. Link

2004. ANDRADE, Ugo Maia. Dos estigmas aos emblemas de identidade: os percursos da formação de um povo. Revista de Estudos e Pesquisas, FUNAI, Brasília, v.1, n.1, p.99-139, jul. Link

2004. OLIVEIRA, Maria das Dores. Da invisibilidade para a visibilidade: estratégias Pankararu. Em: Indios do Nordeste: temas e problemas : 500 anos, Volume 4 /org. por Marcos Galindo,Edson Silva,Luiz Sávio de Almeida,Juliana Lopes Eli./ Alagoas: UFAL. Link

2005. MATTA, Priscila. Dois Elos da Mesma corrente - Uma etnografia da corrida do Umbu e da Penitência entre os Pankararu. Dissertação de Mestrado. PPGAS da USP. Link

2006. ATHIAS, Renato. Sexualidade, Fecundidade e Programas de Saúde entre os Pankararu. Em: Saúde, Sexo e Famílias Urbanas, Rurais e Indígenas em Pernambuco (Capítulo 4) / organizado por Russell Parry Scott, Renato Athias e Marion Quadros, Editora da UFPE. Link

2006. ARRUTI, José Maurício. Pankararu. Enciclopédia dos Povos Indígenas no Brasil. 1ed.São Paulo: ISA - Instituto Sociambiental. Link

2007. MAURO, Victor Ferri. Breves considerações acerca das atuais condições de vida do povo Pankararu. Revista de Estudos e Pesquisas, FUNAI, Brasília, v.4, n.1, p.109-129, jul. Link

2007. ALBUQUERQUE, Marcos Alexandre Dos Santos. Mobilização Étnica Na Cidade De São Paulo: O Caso Dos Índios Pankararu. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 1, n. 1, p. 73-101, jul./dez. Link

2007. OLIVEIRA, Jonas Welton Barros /e outros/. Promoçao Da Saude Na Comunidade Indigena Pankararu. 2o. Seminário Nacional de Diretrizes de Enfermagem na Atenção Básica em Saúde (SENABS). Natal/ Associação Brasileira de Enfermagem - Portal de Eventos. Link

2007. MONTEIRO, Arlete Assumpção. Patrimônio Cultural, Luta E Identidade. Os Indígenas Pankararu Em São Paulo. Em: Antropologia e patrimônio cultural : diálogos e Desafios contemporâneos / organizadores Manuel Ferreira Lima Filho, Jane Felipe Beltrão, Cornelia Eckert. – Blumenau : Nova Letra. Link

S/D. FERREIRA, Ana Laura Loureiro. A Jurema entre a Igreja, dona Irene e a Rainha do Mar. Em: Kulé Kulé, no. 4 (Religiões Afro-brasileiras). Link

2008. VALE, Cláudia Netto e Rangel, Lucia Helena. Jovens indígenas na metrópole. Ponto-e-vírgula, 4: 254 – 260, . Link

2008. LIMA, Carmen Lúcia S. "Vivendo na metrópole: os Pankararu em São Paulo". Trabalho apresentado no GT 34 – Povos indígenas: dinâmica territorial e contextos urbanos, da 26ª. Reunião Brasileira de Antropologia (RBA). Link

2009. MURA, Claudia. Romeiros Pankararú: processos políticos-religiosos e fronteiras identitarias. Reunião de Antropologia do Mercosul (GT Estudos Rurais e Etnologia Indígena - Diálogos e Interseções). Link

2009. NAKASHIMA, Edson Yukio. Reatando As Pontas Da Rama: A Inserção Dos Alunos Da Etnia Indígena Pankararu Em Uma Escola Pública Na Cidade De São Paulo. 1v. 248p. Mestrado. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - EDUCAÇÃO. Link

2009. MATTA, Priscila. "Dois elos da mesma corrente: os rituais da Corrida do Imbu e da Penitência entre os Pankararu". Cadernos de Campo, n. 18, p. 1-352. Link

2010. RAMOS, Mirna Cruz. "Cuerpo y reproducción entre los Pankararu del Noreste de Brasil". Tese de Doutorado do PPGCS DA UFBA.

2010. ALBUQUERQUE, Marcos Alexandre dos Santos . A Intenção Pankararu (a “dança dos praiás” como tradução intercultural na cidade de São Paulo). Cadernos do LEME, Campina Grande, vol. 2, nº 1, p. 2 – 33. jan./jun. Link

2010. PINTO, Alejandra Aguilar. Identidade/diversidade cultural no ciberespaco: práticas informacionais e de inclusão digital nas comunidades indígenas, o caso dos Kariri-Xocó e Pankararu no Brasil. xix, 273 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília. Link

2010. FERREIRA, Maíra Soare. A Rima Na Escola, O Verso Na História: Um Estudo Sobre A Criação Poética E A Afirmação Étnico-Social Em Jovens De Uma Escola Pública De São Paulo. 1v. 1p. Mestrado. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - EDUCAÇÃO. Link

2010. RAMOS, Mirna Liliana Cruz. Cuerpo Y Reproducción En El Multiculturalismo. El Caso De Los Pankararu Del Nordeste Brasilleño. 1v. 202p. Doutorado. UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - CIÊNCIAS SOCIAIS. Link

2010. LIMA, Jaciara R. B. & SANTOS, Carlos A. B. dos. Recursos Animais utilizados na Medicina Tradicional dos Índios Pankararu no Nordeste do estado de Pernambuco, Brasil. Revista Etnobiología 8: 39-50.

2011. ARRUTI, José Maurício. Agenciamentos classificatórios: identificação étnica e segmentação negro-indígena entre os pankararu (PE) e os xocó (SE). In: Maria Rosário de Carvalho; Edwin Reesink; Julie Cavignac. (Org.). Negros no Mundo dos Índios - imagens, reflexos, alteridades. 1ed.Natal: Editora da UFRN, p. 291-336.

2011. RODRIGUES, Warna Vieira. Cultura na escola versus escolarização da cultura na escola Pankararu Ezequiel. XI Congresso Brasileiro de Sociologia. 26 a 29 de julho. Link

2011. NAKASHIMA, Edson Yukio e Albuquerque, Marcos Alexandre dos Santos . A cultura política da visibilidade: os Pankararu na cidade de São Paulo. Est. Hist., Rio de Jane i ro, vol. 24, nº 47, p. 182-201, janeiro-junho. Link

2011. ALBUQUERQUE Marcos Alexandre S. O Regime Imagético Pankararu (Tradução Intercultural na Cidade de São Paulo). Tese de Doutorado / Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Link

2011. LOPES, Rafael da C. C. Cura Encantada: Medicina Tradicional e Biomedicina entre os Pankararu do Real Parque em São Paulo. Dissertação de Mestrado em Ciências, PPG em Enfermagem, USP.

2012. RODRIGUES, Warna Vieira. A escola como espaço de valorização e afirmação da identidade étnica pankararu. Dissertação apresentada ao PPG em Antropologia da UFPE.

2013. GIBERTI, Andrea Cadena. Nascendo, Encantando e Cuidando - uma etnografia do Processo de Nascimento nos Pankararu de Pernambuco. Dissertação de Mestrado Do PPG em Saúde Pública, USP.

2013. MENEZES, Edilma C. S. & PACHECO, Clecia S. G. R. A arte de educar as crianças do povo Entre Serras Pankararu: uma discussão no ensino e aprendizagem. Opará - Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação, Paulo Afonso, ano 1, vol. 2, jun./dez., pp. 80-95.

2013. ARRUTI, J. M. “La reproduction interdite” : dispositifs de nomination, réflexivité culturelle et médiations anthropologiques parmi les peuples indiens du Nordeste brésilien Brésil(s) - Sciences Humaines et sociales, no. 4, 2013 (Dossier Dilemmes anthropologiques).

2014. FIDELIS, Juliana G., "Integralidade e indígenas urbanos: análise dos relatos de profissionais e usuários de uma unidade básica de saúde no município de São Paulo". Dissertação de mestrado no PPG de Estudos Culturais, Unifesp.

2014. ESTANISLAU, B. A eterna volta: migração indígena e Pankararu no Brasil. Mestrado em Demografia, UNICAMP.

2016. RAMOS, Mirna Cruz. "Cuerpo y reproducción entre los Pankararu del Noreste de Brasil". Anales de Antropología 50 (2016) 75–95.

2016. OLIVEIRA, Luís Antônio de. A LÍNGUA PANKARARU:PUXANDO OS FIOS DA HISTÓRIA. Percurso Acadêmico apresentado ao Curso de Formação Intercultural para Educadores Indígenas da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (FIEI/FAE/UFMG) como requisito parcial para obtenção do grau de licenciado em Línguas, Artes e Literaturas. Orientadora: Profa. Dra. Maria Gorete Neto. Belo Horizonte. 50 pgs. (link)

2017. LOVO, Arianne Rayis. “Lá, sendo o lugar deles, é também o meu lugar”: pessoa, memória e mobilidade entre os Pankararu. Mestrado em Antropologia, UNICAMP.

2017. BATALHA, Valmir dos Santos. Os rituais Pankararu: memória e resistência. Doutorado em Ciências Sociais, PUC-SP, 159 f.

2017. ARRUTI, José Maurício. CONFIGURAÇÕES HISTÓRICAS DE UM CONFLITO ? os pankararu e os posseiros. Observatório Socioambiental - Página de apoio aos povos indígenas, comunidades tradicionais em situação de vulnerabilidade por conflitos territoriais e que sofrem racismo socioambiental. Acesso em: https://terrasindigenas.org.br/pt-br/noticia/183784 

2018. Escola Pankararu: Viagem por um território da educação diferenciada. Direção de José Maurício Arruti e Raphael Malta Clasen. Recife/PE/Brasil, 25':15''. UNICAMP / CNPq / Verthic. Acesso: https://www.ifch.unicamp.br/ifch/noticias-eventos/eventos/escola-pankararu-viagem-territorio-educacao-diferenciada

2019. ARRUTI, José Maurício. Historia de Lidia: esbozo étnico-biográfico de una Pankararu, entre Aldeia y Metrópoli. CONFLUENZE (BOLOGNA), v. 11, p. 134.

2019. ARRUTI, José Maurício. Otras Tierras Bajas: Cosmopolítica y afirmación étnica Pankararu entre el sertão y la metrópolis. In: ÓSCAR CALAVIA SÁEZ. (Org.). Ensayos de etnografía teórica - Tierras Bajas de América del Sur. 1ed.Madrid: Nola Editores, p. 317-366.





    "Índios emergentes", "índios resistentes", "viagens da volta"

    Nos últimos anos, aumenta o número de populações que passam a reivindicar pública e oficialmente a condição de indígenas no Brasil. Famílias que, tendo invisibilizado suas tradições e perdido total ou parcialmente seus territórios, reencontram, no presente, contextos políticos e históricos favoráveis à retomada de suas identidades e territorialidades coletivas.

    O processo não é exclusividade do Brasil; casos semelhantes são conhecidos em outros Estados nacionais contemporâneos como México, Bolívia, Índia, entre outros.

    Seguem abaixo os links para dois breves textos meus de divulgação do tema, publicados na versão on-line do Povos Indígena no Brasil:

    Etnogêneses Indígenas
    Trecho:
    Desde os anos de 1970, mas em especial nos últimos cinco anos, tais etnogêneses vêm se multiplicando de forma surpreendente para qualquer observador, leigo ou especialista. Em um levantamento inicial e, sem dúvida, precário, pudemos localizar o registro de mais de 50 grupos novos com demandas pelo seu reconhecimento como indígenas. Estão distribuídos por 15 estados da Federação, de norte a sul, mas especialmente concentrados no Nordeste (22 no Ceará e cinco em Alagoas) e Norte (sete no Pará), dos quais sabe-se muito pouco além das próprias demandas. [...]
    A situação no Nordeste
    Trecho:
    Ainda que não seja a única onde ocorre o fenômeno, a região Nordeste concentrou as primeiras e maiores atenções relativas aos processos de etnogêneses. Não apenas por ser a região de colonização mais antiga e por ter tido todos os seus aldeamentos indígenas oficialmente extintos em um período de menos de 10 anos, entre as décadas de 1860 e 70, mas também porque foi nela que se registraram os primeiros grupos de caboclos reivindicando serem reconhecidos como indígenas.
    Tais reivindicações se iniciaram nos anos de 1920, prolongando-se por duas décadas, quando foram interrompidas por um longo período, até serem retomadas nos anos 70. Essa cronologia conforma o que eu sugiro percebermos como dois ciclos, com características próprias, que passarei a descrever de forma muito simplificada a seguir. [...]

    quinta-feira, 22 de março de 2012

    Notícias sobre "Índios Desaldeados" (1979-2004)

    Esta é uma compilação feita a partir do "Banco de Dados sobre Índios Desaldeados" criado pelo IPOL - Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Lingüística (Florianópolis/SC)
    .

    (1979 out 18) Índios Nômades estão Acampados em Barreiros
     Notícia sobre um grupo de ínidos, predominantemente guarani, que montaram acampamento em Barreiros.

    (1992 set 20) Índios Tentam Preservar Tradições
    Mais de 20 integrantes da tribo Mbayá Guarani instalaram-se à margem da BR 290, em Cachoeira do Sul.

    (1994 fev 14) Preconceito Marca Relação (...)
    Diferença cultural e mercado de trabalho restrito acabam por marginalizar indígenas.

    (1994 nov 27) A Face Cruel da Vida Índia na Cidade Grande
    Na relação de dominação que muitas vezes o branco exerce sobre os índios, com o passar do tempo, penas mudaram as armas.

    (1995 mar 19) Funai Revela êxodo de Índios Marginalizados
    Conflitos de terra, doenças e sonhos de consumo são os responsáveis pela migração.

    (1996 jul 10) Tribo do Asfalto
    Pesquisa mostra que um em cada dez índios abandonou a aldeia de origem para viver em cidades.

    (1997 dez 5)Cidades Abrigam 10 vezes mais Índios que Aldeias
    Atraídos pelos estudos ou pelas novidades dos centros urbanos, índios mostram tendência crescente de aculturação longe de suas aldeias.

    (1997 jul 13) Moradores de Favela da Capital (...)
    Diretor da Funai admite que não sabe como assistir índios que moram fora de aldeias.

    (1997 mar 02) Índios se Agrupam em Favela de São Paulo
    Integrantes da tribo pankararu moram na favela de Real Parque, na Zona Sul, e reclamam de preconceito.

    (1997 nov 30) Índios Deixam Aldeias Ruma às Cidades
    Brigas por terra, pressões econômicas e falta de espaço estão nas raízes do êxodo indígena rumo às metrópoles brasileiras.

    (1998 abr 03) Índios Desaldeados Protestam contra Enersul
    Altos valores na conta de luz desencadeiam protestos pedindo revisão na rede.

    (1998 abr 23) Índio Vive Encurralado Pela Miséria
    A atual realidade social do índio apresenta a falta de terras, a fome, a doença, a miséria.

    (1998 jan 04) Índia Ticuna Aumenta Legião de (...)
    A índia ticuna Diacuí Catumae Gavião perambula há três meses pelas ruas de Manaus, carregando seus dois filhos e tentando vender artesanato.

    (1998 jun 01) A Vida de Um Índio na Periferia (...)
    A falta de terras para trabalhar fez com que o índio terena Severino Martins viesse para a cidade.

    (1998 jun 01) Grupo se Reúne para Tentar Resolver (...)
    Os Terena estão vivendo na periferia de Rondonópolis depois de serem expulsos da reserva Tadarimana, dos Bororo.

    (1998 nov 08) Índio Travesti Sofre Preconceito Duplo
    "Janaína" chegou até sofrer ameaça de morte devido à opção sexual no Rio de Janeiro.

    (1998 nov 08) Ong vê Preconceito Camuflado
    Desprezando aquilo que não entende, a sociedade cria preconceitos em relação aos índios.

    (1998 nov 08) Prefeitura não Recolhe Lixo em Aldeia Urbana
    Aldeia urbana passa por problemas urbanos.

    (1998 nov 08) Professora se Acha Vencedora
    A índia Pankararu Rita de Cássia conseguiu realizar o seu sonho: ser professora

    (1998 nov 08) Volta à Aldeia Fica Mais Difícil
    Para conseguir trabalho, muitos índios escondem sua origme indígena ou se apreserntam como estrangeiros.

    (1999 fev 27) Tem Início Censo com Índios Desaldeados
    Com a ajuda de vinte e dois estudantes,a Arquidiocese de Campo Grande pretende definir o perfil das famílias que abandoram suas aldeias para viver nessa cidade.

    (1999 dez 24) Festa Dura Três Dias
    Índios que moram em Manaus lamentam estar longe das tribos e perder as festas programdas para a época. Durante três dias, além de oração, eles comem e bebem muito caxiri e pajavaru.

    (1999 jun 06) Índios Ganham Espaço Para Deixar Calçada
    SDU elabora projeto para a criaçõa de um quiosque para abrigar as famílias que vierem vender produtos em Caxias.

    (1999 mai 22) Índios Resgatam Cultura em Aldeia Urbana
    Comunidade começa a produzir artesanto para comercializá-lo em um centro na Capital de Mato Grosso do Sul.

    (1999 mar 09) Loteamento de Índio Servirá de Modelo
    Depois de ter conehcido o lotemento de índios desaldeados "Marçal de Souza" e a Escola Municipal Indígena "Sulivan Silvestre" (ambos em Campo Grande) o presidente da Funai Mário Lacerda avalia que este loteamento pode servir como modelo.

    (1999 set 05) Chuva e Frio não Assustam Caingangues
    Acampados próximos à Estação Ferroviária, famílias de índios preferem permanecer no local, de onde podem se deslocar com, maior facilidade para comercializar o artesanato que aprenderam fazer com os “velhos pais e avós”.

    (2000 abr 19) A Saga dos Pankararus
    Quinhentos anos depois, índios vivem em favelas e trabalham como seguranças e faxineiros, mas mantêm suas raízes.

    (2000 abr 20) Desaldeados Somam Cinco Mil em Campo Grande
    Mesmo em contato com outra cultura, a jovem geração terean não deixa de respeitar a cultura do seu povo.

    (2000 fev 06) Índios Vivem no Mato
    Indígenas vivem de artesanato e da doação de alimentos.

    (2000 jan 23) Aluguel por 10 anos
    Desemprega transforma o Loteamento Indígena Marçal de Souza (Campo Grande) campeão de inadimplência na Empresa Municipal de Habitação.

    (2000 jan 23) Vida de Índio é Difícil aqui
    Sem escolariedade, a "nação indígena" radicada na Capital não tem outra saída, se não fazer bico.

    (2000 maio 2000) Índios vão Deixar Favela para Morar (...)
    Prédio do Projeto Cingapura será habitado apenas por índios pankararus.

    (2004 mar 11) Indígenas do Morro dos Cavalos Aguardam(...)
    Das 22 moradias, apens cinco têm banheiros; Funasa diz que prioridade neste ano é instalar água na aldeia.

    (2004 mar 12) Índios Cobram Agilidade na Demarcação (...)
    Membros da Comissão Externa do Senado debatem sobre a demora da demarcação de terras em Santa Carina

    quarta-feira, 7 de março de 2012

    Coorientações na PUC-Rio

    Doutorado 

    - Kalyla Maroun  (Educação PUC-Rio)
    Projeto “Corporalidade e educação diferenciada – currículo e práticas culturais em contextos comunitários negros rurais e urbanos”.
    Orientador: Isabel Lilis

    Previsão de defesa: 2013

    Mestrado 

    - Suely Noronha  (Educação PUC-Rio)
    Projeto "O processo de produção das diretrizes estaduais para educação quilombola na Bahia"
    Orientador: Vera Candau

    Previsão de defesa: 2013

    .

    Orientações na PUC-Rio (2007-2011)



    Doutorado 

    - Eunápio Dutra do Carmo 
    (Educação DINTER PUC-Rio/UEPA) 
    2010. “O Território Educa  E Politiza Na (S): Os Processos Sócio-Culturais Da Comunidade Nova Vida E As Dinâmicas De Expansão Industrial Em Barcarena ”

      Tese em PDF

    - Antônio Jorge Paraense da Paixão 
    (Educação DINTER PUC-Rio/UEPA) 
    2010. “Interculturalidade E Política Na Educação Escolar Indígena Da Aldeia Teko Haw  (Tembé, Rio Gurupi, Paragominas – PA)”.

      Tese em PDF 


    Mestrado 


    - Vladimir Zamorano Alves  (Educação PUC-Rio) 
    2010. “Antiga Escola da Marambaia: História e 
    memória de uma experiência do ensino industrial da pesca (Rio de Janeiro, 1939 – 1970)”.
      Dissertação em PDF 

    - Márcia Correa e Castro  (Educação PUC-Rio) 
    2011. “Enunciar Democracia e Realizar o Mercado - Políticas de Tecnologia na Educação até o Proinfo Integrado (1973-2007)”.

      Dissertação em PDF


    Graduação 

    - Roberto Castro de Lucena  (História PUC-Rio)
    2011."Acoçados: Luta Infinda, Resistência Incessante (a comunidade de Sacopã / RJ)". Monografia de fim de curso.


    Iniciação Científica


    - 2011/2008 - Ediléia de Carvalho Souza (Pedagogia - PIBIC/CNPq)
             Relatório em PDF (Destaques de IC PUC-Rio 2011 - Menção Honrosa)

    - 2011/2010 - Alainaldo Onofre Cardoso (Pedagogia - FAPERJ)
             Relatório em PDF

    - 2011 - Alessandra Pereira (Ciências Sociais - PIBIC/CNPq)
             Relatório em PDF 

    - 2011 - Camila de Souza Ferreira (Literatura - PIBIC/CNPq)
             Relatório em PDF

    - 2011 - Pedro Portella (Pedagogia - FAPERJ)
             Relatório em PDF 

    - 2011 - Rodolfo da Silveira (Geografia - FAPERJ)
             Sem Relatório

    - 2010/2009 - Caroline Bárbara Castelo Branco Reis  (História - FAPERJ)
             Relatório em PDF

    - 2009/2008 - Paula Lannes Noronha dos Santos (Direito - FAPERJ)
             Relatório em PDF

    - 2007 - Thiago Trindade de Oliveira  (Pedagogia - PIBIC/CNPq) 
             Relatório em PDF  

    .

    terça-feira, 6 de março de 2012

    Pesquisa e docência na PUC-Rio (2007-2011)

    Minha atuação em pesquisa, extensão e docência entre 2007 e 2011 na PUC-Rio se estruturou por meio do Lapf - LABORATÓRIO DE ANTROPOLOGIA DOS PROCESSOS DE FORMAÇÃO, criado com o objetivo estudar a diversidade dos processos socioculturais de produção e transmissão de conhecimento na sua relação com os processos de formação identitária e política. Nosso campo de interesse pode ser delimitado por meio da triangulação entre educação, processos de formação e políticas de reconhecimento.

    DEFINIÇÕES
    Na confluência entre Educação e Políticas de Reconhecimento [Clique aqui para suas definições] nos interessamos pelas questões relativas aos “processos de formação”, que aludem, simultaneamente três escalas e campos de análise distintos e interdependentes: 
    (a) da “formação nacional”, que pautou e continua pautando a história do pensamento social brasileiro; 
    (b) da constituição sócio-histórica dos grupos de identidade e ação política, de que falam a historiografia e a ciência política relativas à formação das classes e às lutas por reconhecimento, mas também de que fala a etnologia no caso dos processos de etnização e de etnogênese; e 
    (c) dos processos de ensino e aprendizado, dos debates em torno da definição dos Currículo, da formação dos professores, da definição de projetos político-pedagógicos, da relação entre escola e comunidade, abordados pelas Pesquisas em Educação.


    ATIVIDADES
    Na prática, ao longo dos seus quatro anos de existência, o Lapf se dedicou a promover e sediar pesquisas junto às comunidades quilombolas do estado do Rio de Janeiro, cobrindo três áreas: Região dos Lagos, Litoral Sul e Região do Médio Paraíba (neste caso em colaboração com o NAPP da UFRRJ).
    O Lapf concentrou seus interesses em alguns problemas concretos, como as formas locais e/ou tradicionais de produção e transmissão de conhecimento; a relação destas formas locais/tradicionais com os diferentes modelos e processos históricos de escolarização; e as demandas, debates e experiências acerca de modelos escolares novos, que respeitem e valorizem a diversidade (rural, étnica, sócio-cultural e de gênero), seus agentes, agências, proposições e embates.
    Realizamos seminários sobre educação (um deles foi o primeiro de âmbito nacional sobre ‘educação quilombola’) e sobre a dramática situação de conflito vivida pela comunidade da Marambaia; nos envolvemos na reorganização do Observatório Quilombola [clique aqui] e na organização de bancos de dados com bibliografias e com fontes históricas (neste caso em parceria com o PET-História da PUC-Rio, sob coordenação da profa. Eunícia Fernandes) sobre comunidades quilombolas; e começamos a publicar e apresentar em seminários uns poucos textos que consideramos já poderem ser apresentados como resultados preliminares das pesquisas citadas acima. A parte disponível disso tudo está relativamente organizada no blog do laboratório [clique aqui]

    ORIENTAÇÕES
    Pelo programa DINTER PUC-Rio/UEPA, foram duas orientações de doutorado, defendidas em 2010, de Eunápio Dutra do Carmo e de Antônio Jorge Paraense da Paixão. Pelo Mestrado em Educação PUC-Rio foram duas orientações, de Vladimir Zamorano Alves defendida em 2010 e de Márcia Correa e Castro defendida em 2011. Na graduação orientei uma monografia de final de curso na História da PUC-Rio, de Roberto Castro de Lucena, defendida em 2011, e uma série de trabalhos de Iniciação Científica, quase todos associados à pesquisa da FAPERJ sobre educação quilombola. Algumas orientações que ainda estavam em curso foram interrompidas, duas delas sendo convertidas em coorientações. [Clique aqui para mais informações e para acessar os trabalhos completos].

    PROJETOS

    • O Caminho das Coisas: projeto político pedagógico para escola diferenciada a partir de uma antropologia dos objetos, Paraty/RJ. (FAPERJ 2008-2009)
    - Aborda a situação de comunidades tradicionais no sul fluminense e seus processos de reorganização pedagógica a partir de uma abordagem antropológica, histórica e estética dos objetos de memória, de patrimônio e de inserção na modernidade.
    Fonte: FAPERJ.
    Coordenação: Profa. Carla Dias (Dep. De Artes/PUC-Rio)
    Pesquisadores associados: José Maurício Arruti (PUC-Rio), Prof. Carlos André L. Côrtes(Dep. De Artes/PUC-Rio).

    • O Quilombo vai à Escola: diversidade étnica, práticas escolares e políticas educacionais no estado do Rio de Janeiro (FAPERJ 2010-2011)
    - Criação de subsídios para a implementação, no estado do Rio de Janeiro, da lei nº 10.639/03, tomando como caso as comunidades quilombolas do sul do estado do Rio de Janeiro (municípios de Rio Claro, Mangaratiba, Paraty e Angra dos Reis). São seus objetivos específicos: produzir material didático e paradidático sobre comunidades negras rurais e quilombolas no sul do estado do Rio de Janeiro, a partir de oficinas de memória nas escolas e posterior levantamento e registro dos relatos de memória coletiva
    Continuar lendo >>

    • Panorama Quilombola do estado do Rio de Janeiro: Terra, Cultura e Educação (FAPERJ 2008-2011)
    - Elaborar um amplo levantamento do estado atual do tema no estado do Rio de Janeiro, por meio de uma análise das condições e impactos desta política de reconhecimento, tanto no que diz respeito às dinâmicas locais de tais comunidades, quanto às políticas públicas propostas e incidentes sobre elas. Tal análise terá como foco três temas fundamentais: a regularização fundiária, o largo campo das chamadas manifestações culturais e a educação diferenciada.
    Continuar lendo >>>
    Sobre o Seminário promovido pelo projeto >> PROGRAMAÇÃO >> VÍDEOS

    • Escola, memória e território quilombola na Região dos Lagos – apoio à implementação da Lei 10639/2003 e reflexão sobre uma proposta de educação diferenciada quilombola (FAPERJ 2011-2012)
    - Realizar uma intervenção combinada de pesquisa e qualificação em parceria com a Escola Agrícola Municipal Nilo Batista, situada no município de Cabo Frio/RJ, mas que atende alunos provenientes das comunidades quilombolas Preto Forro, Rasa, Caveira e Botafogo (que somam algo em torno de 80% do seu total de alunos). Estimulando a aplicação da Lei 10.639/03, por meio da qualificação dos professores e do subsídio à produção de material didático sobre as comunidades quilombolas em questão, com base na pesquisa sobre os conhecimentos tradicionais e as histórias, cultura e o cotidiano das atuais comunidades quilombolas da região e do país.
    Continuar lendo >>

    • Panorama da Produção da Pós-Graduação do Departamento de Educação da PUC-Rio (1972-2008)
    - Organização de um Banco de Dados com todo o acervo de dissertações e teses do Dep. EDU/PUC-Rio, a ser oferecido como suporte para registro e consulta em tempo real, assim como para análises históricas e sociológicas da produção do primeiro departamento de pós-graduação em educação do país.
    Fonte:FAPERJ/Dep. PUC-Rio.
    Coordenação: José Maurício Arruti (PUC-Rio).
    Assistente de pesquisa: Thiago T. de Oliveira (Bolsista IC, graduação em Educação/PUC-Rio)
    Continuar lendo >>

    Diagnóstico das Comunidades quilombolas baianas do Baixo Sul - Nilo Peçanha, Igrapiúna e Camamú/BA. (KOINONIA, 2009)
    - Caracterização da situação sócio-econômica e escolar da população quilombola do litoral sul baiano (dados censitários, entrevistas nos órgãos oficiais dos três níveis da administração, entrevistas e oficinas com as comunidades) tendo em vista a produção de conteúdos didáticos voltados para a formação política da população local.
    Fonte: Koinonia.
    Coordenação: José Maurício Arruti (PUC-Rio)
    Pesquisador associado: Natália Batista (Profa. Dep. Economia/USP)
    Assistentes de pesquisa: Lúcia Helena, Ana Gualberto e Carla Siqueira Campos.
    Continuar lendo >>